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20 de fevereiro de 2017 - 12h38

UFMS utilizará geofone para reduzir R$ 50 mil nas contas de água

O aparelho será utilizado para detectar vazamentos de água em todo o campus da Cidade Universitária

CAMILA VILAR E JÚLIA VERENA
O geofone detecta ruídos e perda de água em dutos subterrâneosO geofone detecta ruídos e perda de água em dutos subterrâneos  (Foto: Camila Vilar)

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) utiliza geofone para identificar vazamentos de água no campus de Campo Grande. A Cidade Universitária registra perda anual de R$ 143 mil com vazamentos de água, o equivalente a 3% do gasto total por ano. A prática do geofonamento será realizada pela Coordenadoria de Manutenção (CMT) da universidade, integrada à Pró-Reitoria de Administração e Infraestrutura (Proadi), com o objetivo de economizar cerca de R$ 50 mil com a identificação de vazamentos invisíveis.

O aparelho foi doado para a UFMS pela "Águas Guariroba", concessionária responsável pelo saneamento básico em Campo Grande, no dia nove de fevereiro. De acordo com o assistente administrativo da Águas Guariroba, Henrique Fernandes a parceria entre a concessionária e a universidade pode ajudar a desenvolver novas tecnologias para o saneamento básico da capital. “Toda parceria é importante. Ao tratarmos de uma instituição que está formando líderes na sociedade é mais importante ainda”.

De acordo com Fernandes, a concessionária também utiliza o geofone nas vistorias preventivas da rede de distribuição da capital, onde as áreas são selecionadas a partir de um histórico de vazamentos. Segundo ele, o aparelho é útil para detectar antecipadamente problemas na distribuição de água, porque o vazamento pode demorar até sete dias para chegar à superfície.“A utilização do geofone faz parte da eficiência com que operamos o sistema. É também uma forma de atuar ativamente no controle de vazamentos”.

Segundo o coordenador de manutenção da UFMS, Rodrigo Alcântara grande parte do desperdício de água da instituição está relacionada aos vazamentos invisíveis e aos problemas de infraestrutura hidráulica do estádio Morenão. “Os vazamentos que são escondidos muitas vezes estão dentro da edificação, então a gente não consegue visualizar, só conseguimos ver através do geofone. É essa a importância deste equipamento”.

O estudante de Ciências Sociais, Tui Boaventura, 18, afirma que os prédios mais antigos da universidade precisam de reforma e manutenção. “A infraestrutura da faculdade está bem fraca, em geral o que eles fazem é pintar em cima dos vazamentos, pintar em cima dos buracos. No corredor central eles ficam pintando, passando tinta onde está infiltrado”.

De acordo com o professor do curso de Engenharia Civil, Fábio Veríssimo Gonçalves a falta de manutenção, prédios com materiais e equipamentos antigos e atos de vandalismo, contribuem para a precarização de infraestrutura na universidade. “Os próprios acadêmicos, não generalizando, mas um número deles, tende a depredar as instalações sanitárias. Além de pessoas externas à UFMS que adentram aos sanitários para utilização e acabam depredando também”.

O professor afirma que o uso do geofone será essencial para a formação dos acadêmicos de Engenharia da UFMS, e para o projeto Central de Controle e Operações (CCO), que em processo de finalização. “Teremos uma CCO que controlará e avaliará todo o sistema de abastecimento da UFMS, como é feito em grandes empresas como SABESP e Águas Guarirobas, dando o know-how aos acadêmicos, tanto da Engenharia Civil como da Engenharia Ambiental”.

 

Serviço

Os acadêmicos e funcionários da instituição podem informar a ocorrência de vazamentos de água, infiltrações e demais problemas de infraestrutura nos prédios da UFMS, pelo telefone do setor de manutenção da Proadi, 3345-7105.

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