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  domingo, 19 de novembro de 2017
 
5 de dezembro de 2016 - 00h08

UFMS planeja dobrar bolsas de extensão em 2017

Reitor da UFMS destacou a importância das ações de extensão e a necessidade de aumentar o número de bolsas

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul realizou mais de 300 atividades de extensão neste anoUniversidade Federal de Mato Grosso do Sul realizou mais de 300 atividades de extensão neste ano  (Foto: Thayná Oliveira)

A reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) planeja ofertar 100 novas bolsas de extensão para o ano de 2017. Atualmente  são oferecidas 96 bolsas e o plano para o próximo ano é de que a universidade tenha 200 bolsas para os projetos de extensão. O objetivo é ampliar os projetos existentes na instituição. De acordo com dados da  Divisão de Orientação e Monitoramento da Extensão, neste ano, foram desenvolvidas cerca 300 atividades de extensão e mais de 260 projetos de extensão nas áreas de direitos humanos, educação, meio ambiente, saúde e tecnologia. 

O reitor da UFMS, Marcelo Turine anunciou o plano de aumento do número de bolsas durante abertura do 9º Encontro de Extensão Universitária da UFMS (Enex) no último dia 29 e esclareceu as consequências do corte orçamentário de 20 milhões de reais para o ano de 2017. Segundo Turine, os projetos de extensão não serão afetados. "Haverá investimento devido à importância da relação entre a universidade e a comunidade externa. Mesmo com os cortes, nós vamos incrementar a questão da extensão, das bolsas, vamos praticamente dobrar o número de bolsas porque a gente acredita que é pela extensão e pela participação dos nossos jovens que a gente vai conseguir mudar essa relação universidade-cidade”.

 

O 9º Enex é realizado anualmente pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PREAE). O objetivo do evento é reunir acadêmicos e docentes para expor os projetos de extensão que existem na universidade e mostrar os resultados das atividades. Segundo o pró-Reitor de Cultura, Desporto e Extensão, Marcelo Fernandes o evento é importante para que os próprios cursos conheçam o que é produzido em cada área. “Eu acho que o ganho é cultural, você ganha respeito pela atividade do outro, você ganha entendendo um pouco melhor a sua instituição. Esse ganho é para os alunos, acadêmicos no caso, e para os professores também. Então é muito importante que tenha o Enex todos anos para a gente continuar se enxergando, porque no final das contas você cria uma identidade na universidade”.

O Chefe da Divisão de Orientação e Monitoramento da Extensão, Eduardo Ramirez afirma que, apesar dos cortes, a administração da universidade manterá os projetos. Segundo ele, as atividades de extensão são importantes para os acadêmicos, para o conhecimento científico e para a comunidade externa. “Essa troca vai ser benéfica e ela é benéfica para os três, é benéfica para o conhecimento acadêmico, ele vai se renovar, ele vai respirar novos ares, vai conseguir ressignificar esse saber científico; para a formação do aluno, o aluno ganha formação cidadã; e para a comunidade, que vai ter esse benefício também”.

 

 

Segundo o coordenador do projeto de extensão "Dança de Salão - UFMS", Marcelo Victor da Rosa a atividade tem muita participação da comunidade externa. O objetivo do projeto é ensinar a dança de salão e possui cerca de 300 alunos. Destes, mais da metade não estudam ou trabalham na universidade. Marcelo Victor da Rosa ressalta que as bolsas de extensão provém de arrecadação, cada participante paga 150 reais semestralmente. “Hoje nós temos 18 bolsistas, todos eles com bolsa de extensão de arrecadação, esse dinheiro é pago pela comunidade que participa das aulas”.

O coordenador do projeto “Desenvolvimento de uma assistência fisioterapêutica contínua na doença de Parkinson e na demência do tipo Alzheimer: UFMS garantindo qualidade de vida à população” e professor do Curso de Fisioterapia, Gustavo Christofoletti afirma que os membros da comunidade externa são os principais beneficiados. O objetivo é atender idosos com doenças crônico-degenerativa, como Alzheimer e Parkinson, e desenvolver atividades de fisioterapia para 40 idosos, duas vezes por semana.

Christofoletti ressalta que os benefícios vão além da melhora física. “De um lado a gente tem os benefícios da fisioterapia e de outro a gente tem a ação da atividade em grupo, que proporciona um convívio social aos pacientes. Os pacientes com Parkinson e Alzheimer tendem a ficar mais em casa, o contato com outros pacientes, amigos é importante para promover benefício motor e psíquico”. Segundo o coordenador, participam do projeto 10 alunos de graduação voluntários e um bolsista. Ele afirma que houve um declínio na quantidade de bolsas desde 2015. “Nos outros anos a gente conseguiu mais bolsas, mas com as dificuldades financeiras que o país passou, infelizmente a gente conseguiu menos bolsas e isso dificulta os alunos a realizarem a ação porque o projeto demanda um comprometimento contínuo, então a bolsa é fundamental para os alunos”.

 

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