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19 de junho de 2015 - 17h41

Professores da UFMS se mobilizam e greve divide opinião dos estudantes

Professores reivindicam melhores condições de trabalho e paralisam aulas na universidade

FERNANDA NOGUEIRA E ISABELA HISATOMI
Professores da UFMS entram em greve sem prazo determinadoProfessores da UFMS entram em greve sem prazo determinado  (Foto: Fernanda Nogueira)

Professores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) deflagaram, no dia 15 de junho, uma greve geral para reivindicar direitos, reajustes salariais e melhores condições de trabalho na Universidade. A decisão divide os estudantes, entre os que apoiam e os que sentem-se prejudicados pela paralisação.

A estudante do curso de Turismo, Joyce Kellen Rosa, diz que apoia os professores e, que todos tem que lutar pelos seus direitos. “Eu sou a favor da greve sim, porque eu acho que tem que melhorar muita coisa aqui dentro da UFMS e a gente precisa que nossos direitos sejam reconhecidos” diz ela.  O acadêmico do curso de Farmácia, Renan Cicuto Ondei, também é favorável aos professores, ressalva que eles devem ser valorizados e diz que “a gente sabe dos problemas vividos no país e em conversa com os professores eu acho que a greve veio em boa hora sim”.

O estudante de Engenharia Elétrica, Paulo Augusto Simões, estava na UFMS durante a greve de 2012 e considera que a paralisação pode prejudicar o desempenho dos estudantes. “Quando as aulas voltaram, na outra semana já comecei a ter provas e fui mal na maior parte delas”. Os alunos do curso de Jornalismo (foto ao lado) realizaram assembleias para debater e manifestar apoio aos docentes.

O estudante de Ciências da Computação, Carlos Alberto Ferreira de Queiroz Júnior, destaca uma outra questão. Ele acredita que as reivindicações dos docentes são legítimas, mas que a greve dos estudantes é prejudicial. “Os professores não estão ganhando bem, realmente, mas eu acho o fim ter vários alunos que vão ser prejudicados pela greve estudantil. A greve estudantil é pra ajudar os alunos? Os professores? É para ajudar quem?”. Acadêmico de Direito, Lucas Augusto de Farias acredita que a paralisação veio em uma hora ruim. “Eu acho que não vai fazer muita diferença a gente entrar em greve agora. A gente já está no final do semestre. Para realmente ser efetivado e ter melhorias para a gente receber benefícios, a greve teria que começar no segundo semestre”.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE), informou em nota oficial que apoia a greve geral como "importante manifestação de democracia e de luta por direitos já conquistados e que tem sido negados e atacados".

A Greve

O presidente da Adufms-sindical, José Carlos da Silva, diz que a mobiliação envolve professores universitários de todo o país. No Mato Grosso do Sul, todos os campi da UFMS deflagaram greve. Segundo Silva, o campus Cidade Universitária em Campo Grande tem cerca de 50% dos cursos que aderiram à greve, com paralisação integral ou parcial.

De acordo com o presidente da Adufms, as reivindicações foram protocoladas em fevereiro e o governo não apresentou uma contra-proposta. “Uma das principais questões é a defesa da universidade pública gratuita, democrática e de qualidade. Para isso é necessário que ocorra condições de trabalho adequadas para os professores, para o ensino, pesquisa e extensão na universidade”.

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