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19 de September de 2017 - 09h29

Palhaçaria contribui para o tratamento de pacientes do Hospital Universitário

Estudantes dos cursos de Medicina, Fisioterapia e Enfermagem da UFMS visitam o Hospital Universitário semanalmente vestidos de palhaços para alegrar os pacientes

GUSTAVO ZAMPIERI, LARISSA IVAMA E SARAH SANTOS
Acadêmicos de Enfermagem, Fisioterapia e Medicina levam alegria ao HUAcadêmicos de Enfermagem, Fisioterapia e Medicina levam alegria ao HU  (Foto: Gustavo Zampieri)

A equipe do projeto “Rir é o Melhor Remédio”, formada por acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fisioterapia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), visita pacientes, acompanhantes e funcionários do Hospital Universitário de Campo Grande (HU). O objetivo é colaborar no tratamento das pessoas que estão nas alas de pediatria, clínica médica e cirúrgica I e II. Os acadêmicos se vestem de palhaços e levam músicas e brincadeiras. As visitas acontecem aos sábados e domingos.

A acadêmica de Fisioterapia e uma das coordenadoras do projeto, Tamires Izzo ou “Doutora Dondoca", como é conhecida entre os participantes, explica que o projeto foi criado pelo curso de Medicina e completa sete anos em 2017. Os cursos de Enfermagem e Fisioterapia aderiram ao programa em 2014. 

Os estudantes podem participar do projeto a partir do segundo semestre de seus cursos e são capacitados antes de visitar os pacientes nos hospitais. No curso de palhaçaria, eles recebem nomes exclusivos designados pelo professor e aprendem técnicas para melhorar a desenvoltura. O participante do projeto e estudante de medicina, Leonardo Cordeiro ou “Doutor Willy Wonka” comenta que o projeto o ajudou na interação com os pacientes. "O projeto me faz ter mais proximidade [com os pacientes]. Ali, não atuo como médico, mas como alguém que pode ajudar”.

Os acadêmicos são avaliados pelos coordenadores durante todas as atividades. Aqueles que obtêm melhores resultados são convidados a coordenar a temporada seguinte do projeto, com duração de seis meses. O estudante de medicina e ex-participante do projeto, Nicolas Bertol explica, “durante a graduação, focamos mais nas enfermidades do paciente. Com o projeto, temos mais contato com o que o paciente sente por estar dentro de um hospital”. 

O acompanhamento acontece em duas etapas, os acadêmicos realizam um cortejo com música nos corredores do hospital e depois se dividem em equipes para recreação nas alas de internação. A auxiliar de serviços gerais, Mirela da Silva comenta, “eu acho muito bom, desde as crianças, até os idosos ficam felizes. Tem que continuar”. 

Os voluntários seguem algumas regras para evitar tumulto e contribuir no convívio com pacientes e funcionários. É recomendável caminhar pelas laterais dos corredores para liberar a passagem de equipamentos e evitar barulho em ala de isolamento. Também é proibido tirar fotos e visitar quartos restritos. 

De acordo com o Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Lopes, o riso libera endorfina, uma substância química associada à sensação de bem-estar e ao alívio temporário da dor e também estimula o sistema imunológico e aumenta a resistência à doença. A psicóloga Natielle Braga comenta que "uma dor compartilhada dói menos. Isso muda todo o percurso do paciente que vai receber esse amor". Durante a visita nos quartos, os alunos dançam, contam piadas e recebem pedidos de músicas dos pacientes.

Além dos pacientes, familiares e funcionários do hospital também interagem com os palhaços. A acompanhante do pai, Maria Antonia, diz que "a visita dos palhaços é animadora e revigorante". O mestre de obras Marcelo Júnior, com o filho de oito anos em tratamento, diz que costuma participar das recreações com os acadêmicos, toca violão e canta com o grupo. “Isso quebra a rotina de curativos, medicamentos, horários para acordar, dormir e tomar banho. É relaxante”.

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