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16 de junho de 2015 - 10h09

Alunos da UFMS resgatam e fotografam jornais antigos de Mato Grosso do Sul

Os acadêmicos trabalham na preservação dos jornais para escrever a "História do Fotojornalismo do Mato Grosso do Sul"

ISABELA HISATOMI E FERNANDA NOGUEIRA
Acadêmicos resgatam jornais, nesta fase, da década de 1960Acadêmicos resgatam jornais, nesta fase, da década de 1960  (Foto: Isabela Hisatomi)

Alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participam do projeto Agência Fotográfica. No projeto de pesquisa, os estudantes fotografam jornais antigos para escrever a "História do Fotojornalismo em Mato Grosso do Sul". O trabalho teve a iniciativa do professor Silvio da Costa Pereira, e consiste em recuperar a história do fotojornalismo no estado. Os acadêmicos trabalham no Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso do Sul, onde têm acesso aos jornais e fazem a documentação deles.

De acordo com o professor de Jornalismo, Silvio da Costa Pereira, não há registro de como o fotojornalismo surgiu no estado, "eu queria um livro que falasse da história do fotojornalismo no Mato Grosso do Sul. Não existe esse livro. Dessa constatação é que nasce essa ideia de fazer um projeto de pesquisa".

Para Pereira, a fotografia no jornalismo tem um caráter documental importante. Segundo o professor, o projeto também ajudará na formação de uma identidade cultural do Mato Grosso do Sul, "um pouco dessa pesquisa é justamente trazer subsídios do que foi diferente no desenvolvimento do trabalho com fotografia ao lado sul de Mato Grosso, diferente do lado de Cuiabá, da parte norte".

Pereira também reforça a importância do estudo dos trabalhos antigos e o seu reflexo nos dias atuais.

Segundo a historiadora e diretora executiva adjunta do Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso do Sul, Maria Madalena Greco, "a própria identidade do estado ainda está em construção", assim como  registro de documentos históricos. Segundo a historiadora, Campo Grande terá uma hemeroteca com arquivos a partir de 1916 "um período muito importante", pela ocupação do estado e a chegada da ferrovia.

De acordo com Maria Madalena Greco, a digitalização de materiais históricos é de "grande importância" pela rapidez de acesso, "o Instituto está disponibilizando 30 mil imagens de jornais, livros. Nós já digitalizamos e disponibilizamos". Madalena Greco ressalva que ainda prefere o papel. Diz ela "eu sou daquela linha que tem que preservar o material".

Além da pesquisa realizada pela Agência Fotográfica, o Laboratório de Fotojornalismo trabalha com o ensino e a extensão. O ensino é aplicado com as disciplinas obrigatórias do curso de Jornalismo com o objetivo de instruir os alunos a produzir imagens documentais. Para Silvio Pereira, é importante o aluno exercitar a prática antes de se formar um profissional, "a gente faz o que eu considero sendo o tripé da universidade, a parte de ensino, pesquisa e extensão".

O professor da UFMS criou o projeto de extensão Agência Fotográfica a partir da experiência de colegas da Universidade Federal da Bahia. A agência foi uma maneira que o professor encontrou para trabalhar com alunos de Jornalismo a produção de reportagens e coberturas fotográficas e publicar todo o trabalho na internet.

Para a acadêmica de Jornalismo, Nayla Brisoti, sua motivação para entrar na Agência Fotográfica foi sua dificuldade nos trabalhos da disciplina de fotografia. Segundo a aluna, o projeto de extensão foi uma saída para melhorar suas notas e pensar no mercado de trabalho, "poder me aprimorar, tirar fotos melhores e ter a oportunidade de já saber como eu seria uma fotojornalista".

O aluno de Jornalismo, Leopoldo Neto, afirma a necessidade de trabalhar com fotografia antes de entrar para o mercado de trabalho, "eu acredito que é muito importante para quem quer seguir a profissão de fotojornalista porque a gente já aprende a mexer no equipamento, além de ter experiência jornalística". Segundo ele, o professor auxilia os estudantes, "ele está sempre orientando a gente". Neto também afirma sobre a possibilidade de manusear equipamentos da universidade e aprender com edição de foto e vídeo, "sempre adquirindo um pouco mais de experiência".

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