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5 de May de 2015 - 22h36

Alunos da UFMS desenvolvem software para Fundect e Embrapa

Os estudantes do Laboratório de Engenharia de Software produzem sistemas de gerenciamento acadêmico e aplicativos para manejo de gado

FERNANDA NOGUEIRA E ISABELA HISATOMI
No laboratório os estudantes desenvolvem softwares e aplicativosNo laboratório os estudantes desenvolvem softwares e aplicativos  (Foto: Fernanda Nogueira)

Alunos da Faculdade de Computação (FACOM) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participam de projetos do Laboratório de Engenharia de Software (LEDES) que desenvolve aplicativos para celulares e tablets utilizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e sistemas de gerenciamento de projetos de pesquisa da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

Segundo o professor e coordenador do Laboratório de Engenharia de Softwares (LEDES), Geraldo Landre, são desenvolvidos três tipos de atividade no laboratório como projetos de ensino, com minicursos que demostram tecnologias que são estudadas para a comunidade, projetos de pesquisa onde estudam as novas técnicas de engenharia de software  e os projetos de extensão que buscam desenvolver software que seja útil para a comunidade.

Para o estudante de Ciência da Computação, Alexandre Sakurada, desenvolver sistemas é uma oportunidade de exercitar o que aprende nas aulas e se preparar para o mercado de trabalho.

Sakurada e outros estudantes fazem manutenção e desenvolvem um projeto chamado Sistema de Informações Gerenciais para Fundações de Amparo à Pesquisa, (SIGFAP). Segundo o professor Geraldo Landre, o projeto SIGFAP “é um dos projetos de extensão de maior amplitude no sentido de atender a comunidade”. O professor afirma que existem aproximadamente 12 instituições no Brasil que utilizam esse sistema e no Mato Grosso do Sul ele é utilizado pela Fundect. 

Segundo o estudante de mestrado em Ciência da Computação da UFMS, Rodrigo Sanches, sem o sistema SIGFAP a Fundect publicava os editais e recebia propostas de pesquisadores em papel, "isso era tudo feito manualmente, a pessoa enviava os documentos e as papeladas para o Fundect via correio ou pessoalmente e a Fundect avaliava isso manualmente, pegava papel por papel, olhava os projetos". Sanches explica que o SIGFAP, "a ideia dele hoje é que você consegue publicar um edital, o pesquisador consegue entrar no sistema, acessar sua página, verificar os editais abertos e assim submeter as propostas tudo virtualmente, preenchendo formulários."

Outra parceria do LEDES é com a Embrapa. O professor da FACOM, Marcio Silva orienta o projeto que desenvolve software para manejo de gado que utiliza “tablets” e “smartphones”. No início, o sistema funcionava na web. Com o avanço das tecnologias, a Embrapa propôs que o sistema fosse desenvolvido em dispositivos móveis, como os celulares e os “tablets”.

De acordo com o cientista da computação e analista da Embrapa, Camilo Carromeu  o diferencial do aplicativo, “é fazer uso dos recursos tecnológicos, tal como a usabilidade, o georeferenciamento e a capacidade de gerar conteúdo multimídia”. O aplicativo faz o controle do rebanho do pecuarista com todas as ocorrências de cada animal, como vacinação, medicação, pesagem, vendas, transferências, exames, castração. Para Carromeu, os resultados da parceria com o LEDES são satisfatórios, “diversas soluções para a cadeia produtiva de carne bovina tem sido desenvolvidas e lançadas, contribuindo imensamente para a consolidação da pecuária de precisão no estado de Mato Grosso do Sul e no Brasil”. 

Esses sistemas não são os únicos projetos desenvolvidos pelos estudantes. De acordo com professor Geraldo Landre, o objetivo do Laboratório de Engenharia de Software é “estudar e exercitar as técnicas de engenharia de software como um todo, desenvolver algum software que seja útil para alguma organização ou grupo de pessoas”.

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