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13 de fevereiro de 2017 - 23h56

Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul proíbe uso de Noz da Índia

Proibição de comércio e distribuição entra em vigor 10 meses depois de publicação de Nota Técnica de contra-indicação do produto

BRUNA KASPARY E JULIANE GRISOSTE
Dores abdominais, diarréias e tonturas são principais efeitos colaterais causados pelo consumo.Dores abdominais, diarréias e tonturas são principais efeitos colaterais causados pelo consumo.  (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) proibiu a venda e importação da castanha noz-da-índia (aleurites moluccana), comumente usada por pessoas que querem perder peso rapidamente. A Nota Técnica 001/2016 publicada pela SES entrou em vigor no dia 18 de novembro de 2016. Segundo informações da Nota Técnica, os produtos divulgados na internet são irregulares e não devem ser consumidos. A contra-indicação sugerida pela Nota é resultado dos efeitos adversos como fortes dores abdominais, diarreias, tonturas, dores de cabeça e morte em situações mais graves. 

A nutricionista Gabrielle Kaiper de Oliveira afirma que existem anúncios da noz-da-índia  que prometem perda de peso, de gordura corpórea, eliminação de celulites e regulação gastrointestinal, o que torna a semente atraente para o consumidor. "Eu nunca recomendei essa noz. Apesar de natural, ela provoca um descontrole no organismo e isso gera riscos graves. Com a ingestão da semente, a pessoa pode desmaiar ou até entrar em coma, se associada a outra medicação. Com um diurético, por exemplo, pode causar paradas cardiorrespiratórias e levar à morte".

A cirurgiã-dentista Jeane Martins, de 26 anos, consumiu a semente por um ano e meio com o objetivo de emagrecer. "Eu comecei a tomar a noz-da-índia em 2012. Queria emagrecer para o meu casamento, que seria no ano seguinte. Quem me indicou foi uma colega de faculdade que tomou e percebeu resultados no consumo. Comecei a pesquisar na internet e li que era um produto natural, por isso eu comecei a comprar no Mercado Municipal de Campo Grande".

Segundo Gabrielle de Oliveira, a diversidade de plantas medicinais é extensa e sempre surgem novas opções no mercado. A nutricionista afirma que, antes de consumir algum tipo de medicamento natural, é necessário consultar um nutricionista ou médico para se informar sobre os riscos e efeitos colaterais.

O funcionário de uma banca do Mercado Municipal, Marcos Aurélio Silva garante que a procura pela semente ainda é diária. "As pessoas se acostumaram a consumir a noz-da-índia por ser um modo fácil de emagrecer, mas ela é uma semente medicinal muito forte. Optar por castanha-do-pará ou castanha-de-caju, por exemplo, é uma sugestão saudável para quem faz dieta e busca emagrecer".

Proibição Nacional

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou no Diário Oficial da União (DOU), do último dia 7 de fevereiro, a resolução baseada na decisão de Mato Grosso do Sul que torna ilegal a venda da noz-da-índia em todo o território nacional.

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