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SAÚDE

Sistema Único de Saúde inclui a Terapia Floral como forma alternativa de tratamento

Os novos tipos de tratamentos são aceitos nas unidades básicas, desde março deste ano.

Beatriz Camargo, Isabelly Melo e Natália Oliveira, de Campo Grande 3/04/2018 - 12h16
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O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu a Terapia Floral à lista de práticas integrativas complementares, no mês de março. De acordo com a chefe da Divisão do Núcleo de Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde Pública de Campo Grande (SESAU), Alana Galeano, os métodos tentam ampliar os cuidados para respeitar a individualidade de cada sujeito. Ela diz que a primeira etapa é entender as novas práticas e os profissionais designados para elas e fortalecer a implantação dessas. A Maternidade Cândido Mariano é pioneira na utilização da Terapia Floral, em Mato Grosso do Sul. 

O ministro da Saúde, Ricardo Barros anunciou, no dia 12 de março de 2018, a inclusão de 10 novas formas de tratamentos, conhecidos como práticas integrativas complementares, no Sistema Único de Saúde (SUS), durante a abertura do primeiro Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Pública (INTERCONGREPICS). A partir de agora, o sistema contará com 29 práticas alternativas de tratamento, como a Terapia Floral, para ampliar as opções dos pacientes. O Ministro não informou como serão implantados os novos tratamentos nas unidades do SUS.

A terapeuta floral e presidente da Associação de Terapeutas Florais de Mato Grosso do Sul (Asteflor –MS),  Joseanne Roque  atende em média 450 pacientes por ano, ela ressalta que os tratamentos com florais são usados em vários hospitais, como o Hospital da Universidade de São Paulo “Nós temos a prática, a verdade é que ela não é tão difundida”.  A terapeuta explica que os florais “tratam de saúde e não de doença” com o equilíbrio das virtudes das pessoas e que muitas patologias poderiam ser tratadas com o reequilíbrio emocional do paciente.

A produção dos florais consiste na colheita da flor e deixá-la em uma vasilha com água para transferir as informações da planta para a água. Depois do processo as flores são devolvidas ao ambiente natural. Segundo Joseanne Roque “cada paciente tem um floral próprio dependendo de suas necessidades, mas não impede que você tome o de outras pessoas em situações específicas”. A terapeuta ressalta que para tornar-se um profissional na área em Mato Grosso do Sul é necessário o curso de 300 horas, mais 60 horas de estágio supervisionado.

A autônoma, Nair Andara, 46, faz o tratamento de terapia floral há um ano. Para ela, os florais “só trouxeram benefícios”. Ela tinha fortes dores no canal urinário há quase 25 anos, passou por diversos médicos, tomou antibióticos e nada resolvia seu problema “sofri por muito tempo, meus amigos me viram a vida toda com dor”. Com o uso do floral, as dores na região cessaram e ela não teve mais crises, além de ficar mais calma e ter mais segurança em expressar duas opiniões “[o floral] tirou a minha dor e me deu coragem de  ser quem eu sou” finaliza.

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