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31 de March de 2018 - 21h01

Reforma no CCZ amplia o número de castrações de gatos

A reforma objetiva adequar o Centro Cirúrgico para que sejam castrados 600 gatos por mês e cumpre Lei Federal para controle populacional dos animais na cidade

FERNANDA SANDOVAL, LORRAYNA FARIAS E TALITA OLIVEIRA.
O objetivo é de que os resultados da reforma sejam atingidos em dois anosO objetivo é de que os resultados da reforma sejam atingidos em dois anos  (Foto: Talita Oliveira)

A reforma do centro cirúrgico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, inaugurada no dia 19 de março, pretende adequar as instalações para cumprir recomendações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e ampliar a capacidade de cirurgias. O Centro realizava em média 420 castrações felinas por mês. Após a reforma, serão 600 castrações.

A medida cumpre a Lei Federal de março de 2017 para o controle populacional de gatos e cachorros nas cidades. A medica veterinária do CCZ, Claúdia Mota Ferreira explica que o Centro Cirúrgico não recebia alteração há mais de 10 anos, e que mesmo assim as cirurgias eram realizadas. A reforma, além de ampliar a capacidade do número de castrações, organiza os espaços para facilitar os procedimentos. O aumento do número de castrações felinas tem o objetivo de diminuir a população desses animais. Segundo ela, é necessário realizar a castração de 20% da população felina estimada para a diminuição do número de gatos em dois anos, referente a 600 animais por mês.

O CCZ, antes da reforma, realizava a castração apenas em cães adotados no local. O objetivo é realizar a cirurgia em 200 animais de bairros periféricos com o projeto Castra Móvel, Lei Municipal sancionada em 2014, que prevê o processo de castração dentro de uma unidade móvel. Segundo Claúdia Ferreira, escolas e centro comunitários desses bairros serão adaptados para oferecer um centro cirúrgico e serão realizadas as castrações caninas. “Serão selecionados bairros onde há maior vulnerabilidade socioeconômica, um bairro mais carente onde a população não teria condições de pagar um serviço de castração. Em contrapartida, a pessoa tem de assistir palestras sobre posse responsável, vacinação, educação em saúde, e essa pessoa pode levar seu animalzinho para ser castrado. Nossa intenção é castrar pelo menos 200 animais por bairro.”

Claúdia Ferreira explica que o projeto Castra Móvel funcionará a partir de agosto. Até esta data apenas os animais adotados no local serão castrados. De acordo com a veterinária, “o projeto contempla os cães adotados aqui, todos os cães que são adotados podem ser castrados. Os adultos, um mês após a adoção e os filhotes, seis meses ou quando completarem essa idade".

Ela destaca que o trabalho de castração busca conscientizar a população para a necessidade do controle de natalidade de câes e gatos e que pretendem aumentar a quantidade de castrações. “Além de recursos operacionais, precisamos de recursos humanos. Faltam médicos veterinários, pretendemos o ano que vem, quem sabe conseguindo mais médicos veterinários, aumentar essa quantidade de vagas”.

As vagas para castração são agendadas por telefone todo dia 20 do mês ou no primeiro dia útil seguinte. Segundo Cláudia Ferreira, o telefone fica congestionado, as vagas se esgotam rapidamente e muitas pessoas desistem do atendimento. Cláudia Ferreira explica que "tem vários motivos. Primeiro, os telefones congestionam mesmo, porque é a população inteira de Campo Grande, quase um milhão de habitantes. Segundo, ficamos quase 90 dias sem fazer agendamentos, então quase todos tentaram no mesmo dia. Temos a previsão de fazer o agendamento online, mas sabemos que a maneira de agendar não é o problema. Nós precisamos de mais vagas".

O acadêmico do curso de Tecnologia em Sistemas para Internet do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Djone Gomes tentou agendar a castração da sua gata de estimação durante três meses e só conseguiu ser atendido pelo telefone no terceiro mês. "Eles não aceitam que você vá marcar pessoalmente, no terceiro mês eu consegui ser atendido e o serviço estava lotado".

O CCZ tem parceria com a ONG de proteção animal Abrigo dos Bichos que agenda a castração da maioria dos animais que resgata. A ONG possui demanda de cerca de 30 animais por mês para castração. Para a presidente do Abrigo Maria Lúcia Metello ainda há melhorias a serem feitas. "Este aumento não impacta para fazer controle social, ou seja, não é suficiente".

De acordo com a médica veterinaria Cláudia Mota Ferreira, insistir nas ligações é a forma de conseguir atendimento. "As pessoas que conseguem insistem bastante mesmo. A gente sempre orienta as pessoas a não desistirem, quem insiste vai conseguir".

Serviço

O CCZ está localizado na Av. Senador Felinto Muller, número 1601, Vila Ipiranga. Telefone: (67) 3314-5000.

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