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  quarta, 20 de setembro de 2017
 
1 de agosto de 2017 - 14h17

Problemas no aparelho circulatório causam 28% das mortes de homens na Capital

Em Campo Grande, 236 homens entre 20 e 59 anos de idade faleceram devido a doenças ligadas ao aparelho circulatório no ano passado

HELTON OLIVEIRA, ESTEVAN OELKE E VITOR ILIS
Tabagismo está entre as maiores causas de doença do aparelho circulatórioTabagismo está entre as maiores causas de doença do aparelho circulatório  (Foto: Vitor Ilis)

O tabaco é uma das principais causas de morte entre homens em Campo Grande. Em 2016, 831 homens entre 20 e 59 anos faleceram na capital, deste total, 236 (28,8%) foram casos de doenças do aparelho circulatório. Segundo a Gerente Técnica de Atenção à Saúde do Homem da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Rejane Sartor as informações são da Base de Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e a incidência das mortes está relacionada à falta de autocuidado e atenção dos homens pela própria saúde. 

De acordo Rejane Sartor, os homens procuram os serviços de saúde quando as doenças estão em estágio avançado. "Muitos homens têm medo de descobrir doenças, acham que nunca vão adoecer e, por isso, não se cuidam". Alguns dos fatores que explicam esses índices são o tabaco, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, má alimentação e falta de atividade física.

O gráfico elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde apresenta as principais causas de mortalidade entre homens na faixa etária de 20 a 59 anos. As causas externas como a violência e acidentes (36,1%) são os fatores que mais causam mortes entre homens na Capital, seguido das doenças do aparelho circulatório 236 óbitos (28,8%).

Gráfico elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde

O cardiologista Délcio Gonçalves da Silva Junior explica que os fatores de risco para as doenças cardiovasculares são o tabagismo e a Hipertensão. Segundo ele, no Brasil, 30% das pessoas são hipertensas. Gonçalves ressalta que o alto índice de Colesterol e a Diabetes não controlada são outros motivos e causam acidentes cardiovasculares.

 

A vida com o tabaco

O motorista Renato Barbosa parou de fumar há dois anos e diz que o vício durou 48 anos, desde os seus 10 anos de idade. Barbosa consumia, em média, um maço de cigarros por dia - cerca de 20 unidades - e sentiu a necessidade de parar ao começar a sentir dores no pulmão. Após uma tentativa, sem sucesso, de largar o vício, ele obteve êxito. Hoje, o motorista percebe a diferença na respiração e melhorias na saúde, principalmente durante as atividades diárias.

O comerciante Marco Antônio da Silveira começou fumar aos 13 anos, e fez uso contínuo do tabaco durante 38 anos. Silveira sofreu três infartos, problema na válvula do coração e, recentemente, um aneurisma. Todas essas doenças estão relacionadas ao uso contínuo do tabaco. 

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