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23 de agosto de 2016 - 18h11

Pontos de coleta de sangue da Capital precisam de doadores para manter estoque

No período de inverno o comparecimento de volutários diminui e as campanhas para doação se intensificam

CINTHIA MIGUEIS, LUANA MOURA E TAYANA VAZ
Voluntários devem ligar com antecedência para o Hemosul de Campo GrandeVoluntários devem ligar com antecedência para o Hemosul de Campo Grande  (Foto: Tayana Vaz)

As principais unidades de coleta de sangue de Campo Grande, Santa Casa e Hemosul estão com estoque reduzido, suficiente para uma semana. Durante o inverno, há uma grande demanda de distribuição das bolsas de sangue para todo o Estado e o comparecimento de voluntários para realizar a doação é menor neste período. A estratégia é a realização de campanhas de conscientização como palestras em escolas, parcerias com empresas e ações internas com ajuda de funcionários, para que a população ajude a manter os estoques.

A enfermeira responsável pelo Hemonúcleo da Santa Casa, Luciane Vieira Miranda explica que entre a última semana de julho e a primeira semana de agosto, houve uma queda nas doações de sangue. Ela afirma que no período de férias, assim como na época do carnaval, o número de voluntários diminui devido a mudança de comportamento alimentar e ingestão de bebidas alcoólicas, que resultam nos baixos estoques. “O que a gente sempre procura sensibilizar a população é que a demanda pelo serviço é contínua, as pessoas não param de adoecer, não para de acontecer cirurgias e acidentes automobilísticos, que é responsável pelo maior número de internações nos hospitais, e a maioria precisa de transfusão sanguínea”.

De acordo com Luciane Miranda, o estoque de sangue do tipo A+ e O+ está adequado até o momento, mas o estoque de O-, que é sempre necessário, teve redução. “A população brasileira é mais A+ e O+, então vamos ter mais doadores com esse tipo sanguíneo, e a demanda também vai ser. Mas existe momentos que você tem vários pacientes O- internados e todos precisam de transfusão. Então a realidade de O- é baixa. Esse tipo não tem risco de incompatibilidade sanguínea, então se tem um paciente com perda sanguínea grande, o que vai pedir é O-, porque não dá tempo de tipar esse paciente”.

O advogado Igor Santos, 26, é doador desde os 19 anos. Afirma que quando foi à Santa Casa para fazer doação não conseguiu realizar o procedimento, porque o núcleo não estava em horário de funcionamento. “Apesar de existirem vários bancos de sangue pela cidade, não há muita regularidade nos horários de atendimento, o que dificulta bastante”.

Desde o final de junho, o Hemonúcleo da Santa Casa realiza as coletas no período da manhã de segunda à sexta-feira. A média mensal é de 800 doações e para atender a demanda do hospital, é preciso ter de 40 a 60 doações por dia, a média é de 1.200 transfusões por mês. A Santa Casa é o segundo maior posto de coleta e desde 2012 possui um convênio com o Hemosul, que abastece o estoque do Hemonúcleo diariamente.

Hemosul

Hemosul está com o estoque suficiente para os próximos cinco dias, exceto O- e B- que está abaixo da média. Cerca de 60% da população de Campo Grande e 66% no Estado são doadores fidelizados. Na unidade, é preciso que seja realizado de 120 a 150 doações diárias de sangue para poder abastecer todos os núcleos de Mato Grosso do Sul.

A gerente Técnica do Hemosul, Marina Sawada Torres, explica que na coleta realizada há a separação de hemácias e plaquetas, que são utilizadas na transfusão sanguínea mas têm prazo de validade. As hemácias, dependendo do anticoagulante liso, duram de 35 a 42 dias no estoque, as plaquetas têm validade de apenas cinco dias. Esse prazo limitado reforça a necessidade de doações. 

A unidade possui apenas 14 posições para coleta de sangue, os interessados em doar devem ligar com antecedência e agendar um horário para facilitar o procedimento. "A cada um funcionário, pode atender dois doadores. Mas a gente nunca atende a sala cheia, por causa de intercorrências que o doador pode ter."

O Hemosul abastece todos os hospitais de Campo Grande e as cidades do interior. Dourados, Três Lagoas e Corumbá recebem bolsas de sangue que são redistribuídas para as regiões mais próximas.

Campanhas nas redes sociais

As campanhas realizadas pela população nas redes sociais são atendidas de imediato pelos voluntários. A gerente técnica do Hemosul, Marina Torres, explica que é necessário verificar nos postos de coleta de sangue se o estoque do tipo sanguíneo solicitado está abaixo da média e se a pessoa divulgada é realmente da sua região. Essa confirmação evita que as unidades desperdicem as bolsas de sangue, porque existe um tempo mínimo para manter o estoque e também para os doadores realizarem uma nova coleta.

Quem pode doar?

Voluntários entre 16 e 69 anos, deve pesar no mínimo 55 quilos, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas antes da doação, estar bem hidratado e alimentado. Homens podem doar a cada 60 dias e mulheres a cada três meses. O Ministério da Saúde estabelece idade limite de 69 anos para realizar doações.

Serviço

O Hemonúcleo da Santa Casa de Campo Grande está localizado na rua Eduardo Santos Pereira, 88, Centro e o horário de funcionamento é das 7h30 às 11h30, de segunda a sexta- feira.

O Hemosul fica na avenida Fernando Corrêa da Costa, 1.304, Centro e o atendimento é  feito de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 17h00, e aos sábados, das 7h00 às 12h00.

 

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