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NOVEMBRO AZUL

Câncer é uma das principais causas de mortes entre animais de estimação

A Clínica Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul registrou mais de 30 casos de câncer em animais domésticos no último mês

Beatriz Camargo, Isabelly Melo e Natália Oliveira, de Campo Grande27/11/2017 - 08h26
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A Clínica Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FAMEZ) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) teve 32 casos de câncer registrados no mês de outubro. Até o dia 13 deste mês, foram catalogados 10 casos. Novembro é o mês de prevenção ao câncer em animais domésticos para alertar sobre a importância do diagnóstico em cães e gatos, em paralelo às campanhas do Outubro Rosa – câncer de mama – e Novembro Azul – câncer de próstata.

A médica veterinária Alda Izabel de Souza explica que as neoplasias têm aumentado nos animais devido à longevidade. “O hospital recebe todos os casos de neoplasias e o número de casos cresceu por conta da longevidade dos animais. A particularidade de cada animal é bem considerável”. Ela explica que após a coleta do exame de sangue, a análise leva de sete a 10 dias para confirmar a presença de células cancerígenas,"a avaliação pelo microscópio dá uma visão mais clara das células atingidas".

O acadêmico do curso de Medicina Veterinária da UFMS, Gustavo Lorenço de Lima atende em média seis animais com indícios de câncer por dia, entre eles, quatro são câncer de mama. Segundo o acadêmico, o câncer de mama é o mais comum, e não pode ser curado por quimioterapia, somente com cirurgia, em animais entre três a sete anos, quando há uma desregulação hormonal. 

 Gustavo Lorenço é residente em ginecologia animal
 (Foto: Isabelly Melo)  

A médica veterinária Débora Garcia, especializada em oncologia animal, ressalta a importância da atenção aos possíveis nódulos nos animais e de realizar consultas de rotina “o tutor, às vezes, percebe um nódulo na pele do animal, leva ao médico veterinário, que faz a análise desse nódulo. O exame diferencia se é benigno ou maligno”. 

De acordo com a oncologista, o tratamento de quimioterapia é semelhante ao feito no homem e utiliza os mesmos medicamentos. A diferença é que os remédios são menos agressivos nos animais . Os efeitos colaterais como queda de pelo e cansaço, também são menores que nos humanos. Para as fêmeas, o câncer com maior incidência é o de mama, que pode ser prevenido com a castração antes do primeiro cio.  

Elaborado por: Isabelly Melo

Débora Garcia ressalta a importância de usar filtro solar nos animais, pois os casos de câncer de pele são os mais recorrentes. Segundo a oncologista, o intervalo entre as sessões é para recuperação da medula e do organismo do animal “quando não há resposta aos tratamentos, a medicação é trocada, até encontrar uma eficaz”.

A oncologista relata que o atendimento de gatos com câncer é bem menor que os caninos “agora está aumentando os casos de felinos, tem muitas pessoas que estão preferindo ter gatos do que cães e procuram o tratamento para eles”.

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