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  sexta, 24 de novembro de 2017
 
31 de janeiro de 2017 - 09h00

Infartos em pessoas com menos de 45 anos são 5% do total de casos

Casos de infarto em jovens estão relacionados a maus hábitos alimentares e ao uso de drogas

BRUNA KASPARY E JULIANE GRISOSTE
Infartos em pacientes com menos de 45 anos é mais comum dentre usuários de drogasInfartos em pacientes com menos de 45 anos é mais comum dentre usuários de drogas  (Foto: Juliane Grisoste)

Mato Grosso do Sul tem uma média de 5% nos casos de infartos em pacientes jovens, com menos de 45 anos, de acordo com o vice-presidente da Sociedade de Cardiologistas de Mato Grosso do Sul (SBC-MS), médico cardiologista Gerson Gattass. As principais causas estão relacionadas aos maus hábitos alimentares, falta de exercícios físicos e, principalmente, uso de drogas. Outros fatores são o estresse e o excesso de atividades que favorecem os casos em pacientes nessa faixa etária.

Segundo a assessora de comunicação da SBC-MS, Ana Paula Oshiro, no estado, a média de casos entre pacientes de todas as idades é de 33%.  De acordo com Gerson Gattass, cerca de 70% dos infartos em jovens acontecem entre os homens, e casos com mulheres também são cada vez mais comuns. "Antes, a função de sustentar a família era exclusiva do homem, mas atualmente elas estão chegando lá também, e também sofrem bastante com o estresse, e com isso também passam a beber, fumar e a usar drogas".

O empresário Gabriel Antunes, de 25 anos, sofreu um infarto há dois anos durante uma aula de Jiu-Jitsu. "Passei mal e senti muita dor no peito, mas só soube que era infarto com o diagnóstico do segundo médico, porque o primeiro falou que era apenas uma dor muscular". Antunes afirma que sua recuperação foi rápida, ficou alguns dias internado, com medicação e, aos poucos, voltou à rotina. "Antes do infarto eu praticava esportes, e mantinha hábitos saudáveis, mas minha alimentação deixava a desejar".

De acordo com Gattass, a dor na região torácica é o sintoma mais comum entre as pessoas que sofrem infarto. "Normalmente é uma dor intensa no peito, que pode ir para a nuca e ombro, principalmente o esquerdo, associada com falta de ar, tontura, náusea, escurecimento visual e formigamento do braço, ante-braço e dedo mínimo esquerdo". Para o cardiologista, uma alimentação balanceada que inclua verduras, frutas, muita água e restrição em produtos industrializados, irá fazer com que as chances de sofrer um infarto diminuam.

Segundo Gattass, o baixo nível de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) chamado de colesterol bom, que deve estar com valores superiores a 45 mg por decilitro de sangue, é um dos principais fatores que faz com que, mesmo com hábitos saudáveis, o paciente corra risco de sofrer um infarto. "Isso normalmente é um fator genético, que deve ser acompanhado". A orientação do médico, para que o paciente possa evitar os riscos de sofrer um infarto, é o cuidado com a saúde, principalmente com a prática de exercícios físicos.

A cabo do Corpo de Bombeiros, Viviane Caetano explica que caso uma pessoa seja encontrada com sintomas de infarto, é necessário chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ou do próprio Corpo de Bombeiros.

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