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23 de June de 2014 - 23h03

Hospital Veterinário da UFMS oferece tratamento gratuito de acupuntura animal

O tratamento é semelhante ao realizado em humanos baseado na medicina tradicional chinesa

JULIANA PERUCHI E MAITÊ CAMPOS
Residente Pamella Karina realiza uma sessão de acupunturaResidente Pamella Karina realiza uma sessão de acupuntura  (Foto: Maitê Campos)

Conselho Federal de Medicina Veterinária reconheceu, em fevereiro deste ano, a acupuntura veterinária como uma especialidade no tratamento de pequenos e grandes animais. O Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) oferece o tratamento gratuito, desde 2012, por meio de um projeto de ensino de Introdução à Medicina Veterinária Tradicional Chinesa (MVTC) que tem a participação de alunos do curso de Medicina Veterinária e residentes de clínica de pequenos animais.

O tratamento de acupuntura animal é semelhante ao realizado em humanos, como explica a residente em clínica médica de pequenos animais, Pamella Karina, “ambas são baseadas na medicina tradicional chinesa, o que vai mudar são os pontos, mas a filosofia e o estilo são a mesma coisa”.

O médico veterinário e especialista em acupuntura veterinária, Breno Fernandes Barreto, destaca que “a MVTC trata, praticamente, todas as patologias, porém de uma forma diferente da medicina convencional, ao invés de tratar a doença, trata-se o paciente como um todo. De forma geral os maiores sucessos da MVTC frente à medicina convencional são para os problemas neurológicos, ortopédicos, epiteliais e comportamentais”.

A residente Pamella Karina explica que os benefícios são muitos, “a acupuntura dá bons resultados, os animais voltam a caminhar, melhora a dor, nos casos de problema na coluna, há aumento da regeneração nervosa e da imunidade”.

Segundo Barreto, a acupuntura animal não é muito conhecida, “grande parte da população ouviu falar de acupuntura, mas muitos não sabem que este tipo de tratamento pode ser oferecido aos animais”. Quando ofertada a acupuntura tem grande aceitação,“os proprietários ficam muito felizes com o resultado, devido ao baixo custo desta terapia e a possibilidade de se tratar alguns problemas que, pela medicina convencional, muitas vezes são de difícil solução”.

A designer de interiores Maria Cristina Martins fez o tratamento na sua cadela yorkshire com problemas na coluna em uma clínica particular durante três meses e obteve grandes resultados. “Como somente os medicamentos não estavam dando resultados, começamos a fazer o tratamento alternativo. No primeiro mês, durante o tratamento, ela teve uma melhora visível na maneira de andar e na hora de urinar. Podemos dizer que ela está muito bem, curada, sobe e desce escadas, sofá, e até consegue se defender quando alguma das outras cadelas a machuca. Foi uma surpresa, não esperávamos uma resposta tão boa e rápida do jeito que foi”.

No Hospital Veterinário as sessões são semanais e duram entre 10 e 20 minutos.O procedimento é mais curto quando é usado agulhas e eletrodos . O atendimento é gratuito e aberto à todos. O animal passa antes por uma consulta agendada, e depois é encaminhado para a acupuntura.

O médico veterinário Barreto tem expectativa de que a acupuntura seja uma disciplina no curso de Medicina Veterinária da UFMS, como acontece em várias instituições de ensino superior do país. “A Medicina Veterinária Tradicional Chinesa ainda não está na grade curricular do curso da UFMS porque nós não sabíamos qual seria a aceitação dos acadêmicos. Depois dos bons resultados das primeira e segunda edições do projeto de ensino, o próximo passo é possibilidade de oferecimento como disciplina optativa”.

* Foto: Maitê Campos

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