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23 de novembro de 2014 - 17h06

Empresas e instituições promovem campanhas de doação de sangue

Objetivo é colaborar com o banco de sangue de Campo Grande.

AMANDA BOGO E CAROLINE CARDOSO
As doações são realizadas na unidade móvel do HemosulAs doações são realizadas na unidade móvel do Hemosul  (Foto: Mayra Franceschi)

O estoque de sangue Hemosul está baixo. Um dos fatores que levaram a essa situação foi a reforma em andamento no prédio da instituição, que ainda não tem previsão de término. Para sanar o problema, o Hemosul está pedindo que empresas e instituições colaborem com campanhas internas de incentivo a doação de sangue.

Segundo Mayra Franceschi, assessora de comunicação e responsável pelo agendamento da unidade móvel da Hemored MS, o apelo deu certo. “Cerca de 45 empresas aderiram a essa ideia de junho para cá. A procura foi alta e não temos mais agendamento até dezembro”.

A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, ALMS, é uma das instituições que responderam ao chamado. A Casa de Leis, que realiza esse tipo de campanha desde 2004, conseguiu coletar 38 bolsas de sangue neste ano, doações feitas por servidores da ALMS e do Tribunal de Justiça. Ao todo, nos últimos sete anos de campanha, foram realizadas mais de 630 doações.

Cleide Araújo é responsável pelos projetos sociais da H2L, empresa de soluções para documentos que fica no centro de Campo Grande e promove uma mobilização com foco nos colaboradores internos e no público externo. A campanha “OBA, vou doar” é realizada pela empresa desde 2006, e surgiu como resposta ao apelo do Hemosul.

Araújo explicou que o objetivo da campanha, além de mobilizar doadores, é de “sensibilizar as pessoas da necessidade e da importância da doação e quebrar os mitos que existem sobre a doação de sangue”. Segundo ela, são coletadas em média de 40 a 50 bolsas de sangue por campanha.

Atual situação do Hemosul

Franceschi falou sobre o retorno positivo dessas campanhas. “O Hemosul estava com um déficit de 30%  ao mês devido ao fechamento para reforma. Com a campanha, nós aumentamos de 10 a 15% no número de doações”.

Ela conta que hoje existe uma baixa significativa no sangue tipo o+, que é o tipo de sangue mais comum e utilizado. “Nós estávamos com uma baixa de 30% no estoque e isso incide muito mais no sangue que a gente mais coleta do que a gente menos coleta. Se eu tenho que ter um estoque estratégico de 200 bolsas de O+, 30% disso significam 60 bolsas, é muita coisa.”

 

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