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DENGUE

Campo Grande tem diminuição nos casos de dengue em relação ao mesmo período de 2017

A pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Saúde Pública (SESAU) apresenta dados de casos notificados, confirmados e descartados de dengue.

Gustavo Zampieri, Larissa Ivama e Sarah Santos, de Campo Grande12/03/2018 - 19h16
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A Secretaria Municipal de Saúde Pública (SESAU) disponibilizou em sua página na internet, em janeiro, um boletim epidemiológico com dados sobre a Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Os números mostram informações dos dois primeiros meses de 2018 e dos anos de 2015, 2016, e 2017. O boletim registra que no período de janeiro e fevereiro de 2017 foram 690 casos notificados da doença e 150 confirmados. Neste ano, Campo Grande tem 436 casos notificados e nenhuma confirmação.

O responsável pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais, Eliasze Guimarães explica que a instituição busca a prevenção das endemias da cidade. “Campo Grande é região de Dengue, esse é o carro chefe de combate da coordenadoria”. Guimarães também relata que a principal ação realizada pela coordenadoria é a visita domiciliar para a conscientização a respeito da infestação do mosquito, “é onde orientamos os munícipes para que tenham comportamentos sanitariamente adequados e mantenham seus quintais livre dos vetores”. Além disso, atividade pontuais são realizadas para diminuir os índices altos da presença do inseto em determinadas regiões.

O projeto Cidade Limpa, desenvolvido pela Prefeitura de Campo Grande, recolhe resíduos que são potenciais focos para o mosquito da Dengue. A agente comunitária Sandra Pereira observa que são encontrados principalmente potes de sorvetes, copos descartáveis e embalagens de poliestireno, “os lixos são jogados nas ruas ou terrenos baldios, e com a chuva as larvas proliferam.” A visita da equipe de agentes é feita para o recolhimento de detritos descartados nas calçadas e terrenos baldios.

A ação consiste em visitas de agentes comunitários do combate a Dengue nas residências, disponibilização de caminhões para a retirada dos objetos e um salão no bairro para os moradores levarem móveis sem utilidade. A ação neste mês foi realizada no bairro Cidade Morena, região de maior incidência do inseto transmissor de acordo com o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), onde em 11,7% dos imóveis inspecionados foram encontrados focos positivos.

O coordenador do projeto Cidade Limpa, Marcus Carvalhal, explica que a escolha dos bairros é feita por meio do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes Aegypti (LIRAa), “como fizemos a pesquisa em período chuvoso aqui, isso contribuiu para o aumento dos números.” Também, ressalta que os materiais recolhidos são reciclados, “os resíduos vão para uma empresa parceira onde são recuperados”.

A psicóloga Gabrielly Fonseca afirmou que teve Dengue e por consequência, Hepatite. O tratamento realizado no Hospital Miguel Couto, com ingestão de duas bolsas de soro por dia e hidratação em domicílio. “Vi que não estava melhorando e nos três últimos dias tive vômito, a médica fez o exame de sangue e viu que a enzima do meu fígado estava muito alterada”.

A médica infectologista Priscila Alexandrino descreve os principais sintomas da Dengue como febre, falta de disposição, dores musculares nas articulações ou atrás dos olhos. Explica que é uma doença viral com quatro tipos diferentes, “a pessoa pode ter até quatro vezes durante a vida. O tratamento é a base de hidratação e analgésicos para melhora da febre, mas é recomendada a visita em postos de saúde.

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