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30 de October de 2015 - 08h07

Autoestima elevada ajuda no tratamento de câncer de mama

Ações para melhoria da autoestima das pacientes com câncer têm forte influência na cura da doença

ÉRIKA RODRIGUES E GISLLANE LEITE
Maria Guazina teve o apoio da família para enfrentar a doençaMaria Guazina teve o apoio da família para enfrentar a doença  (Foto: arquivo pessoal)

A cada ano 57 mil novos casos de câncer de mama são registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Entre as mulheres acima dos 40 anos é o tipo mais comum de câncer,  25% dos casos. O tratamento do câncer de mama tem  efeitos colaterais como queda de cabelos, aumento de pelos, pele ressecada, manchas pelo corpo, modificação do peso e altera a autoestima das mulheres. É comum elas apresentarem um quadro depressivo após o diagnóstico e os primeiros sintomas da doença.

A psicóloga do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Raissa Milan Simões relata que as mulheres diagnosticadas com a doença sofrem um desgaste emocional e relacionam, erroneamente, o câncer com a morte. “Cientificamente o fator emocional está relacionado com o corpo físico e influencia diretamente na imunidade da paciente. O apoio psicológico da família, dos amigos é fundamental. Para a paciente é importante saber que ela não está sozinha nesse momento, que vai ser difícil, mas que ela tem com quem contar. O medo da rejeição é muito grande, por isso, o apoio psicológico é necessário para que ela possa fazer o tratamento com mais chances de cura".

A administradora Irenilda Souza enfrentou a doença duas vezes.  "Desta vez tive que fazer quimioterapia, caiu o cabelo, a sobrancelha, então há momentos de baixa estima. Por outro lado, você tem que superar isso, tentando de alguma forma melhorar o que está incomodando. Você tem que tentar melhorar para se sentir bem e superar os problemas".

A irmã de Irenilda Souza, a vendedora Ilizena Souza, também enfrentou a doença recentemente. "A gente leva aquele baque quando recebe a notícia de que tem que fazer cirurgia, mas isso passou rápido, em uma semana eu já estava internada. O trabalho e a fé em Deus me ajudaram na recuperação da autoestima".

A turismóloga Maria Edneuza Guazina descobriu que estava com tumor por meio da palpação. Ela afirma que quando recebeu a notícia achou que seria fatal. "Chorei muito, fiquei muito triste, eu fiquei fora de mim, eu não conseguia pensar, não sabia o que fazia, achava mesmo que ia morrer". Ela fez a cirurgia, que retirou o tumor e um quadrante da mama.  Realizou seis quimioterapias, trinta radioterapias e perdeu totalmente os cabelos. O apoio familiar e dos amigos foi essencial para enfrentar esse momento da vida. Ela percebeu que para realizar o tratamento precisava ter coragem e amor próprio. Maria Edneuza comenta que a autoestima elevada influencia na imunidade do corpo, porque a quimioterapia afeta também o estado emocional. "É preciso fazer uma atividade física, mudar a alimentação, lutar pela vida”.

Ela teve a doença  duas vezes e diz como conseguiu superar os desconfortos físicos e psicológicos. “Você realmente fala que quer viver, você pensa nos seus filhos, nos seus netos.Quando você está com a autoestima legal, bacana, até esquece que está com câncer. Eu falo para todas as mulheres que você tem que tirar forças de todo lugar, você tem que pensar em sua família e enfrentar."

Outubro Rosa

O movimento Outubro Rosa é realizado durante todo o mês de outubro e visa chamar a atenção para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Durante a campanha acontecem shows, distribuição de panfletos, aulas de ginástica, caminhadas, além de exames e encaminhamentos de pacientes. Há diversas instituições públicas e privadas participantes do movimento com ações preventivas e realização de exames como o Hospital do Câncer Alfredo Abrão e o Hospital do Câncer de Barretos em Campo Grande. A Rede Feminina de Combate ao Câncer realiza diversas ações de prevenção e fornece perucas e lenços gratuitos para as pacientes.

Serviço

Hospital do Câncer Alfredo Abrão

Endereço: Avenida Marechal Rondon, 1053, Centro

Telefone (67) 3041-6000.

Unidade em Campo Grande do Hospital do Câncer em Barretos (Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos)

Endereço: Avenida Vereador Thyrson de Almeida, 3115.

Telefone (67) 3304-6600

Rede Feminina de Combate ao Câncer em Campo Grande

Endereço: Avenida Marechal Rondon, 1053, Centro

Telefone (67) 3324-7676.

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