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20 de fevereiro de 2017 - 18h16

Hemonúcleos da Capital solicitam doação de sangue no período do Carnaval

Doadores devem comparecer aos bancos de sangue para garantir os estoques durante e depois do período festivo

CINTHIA ARRUDA, LUANA AFONSO, TAYANA VAZ
Projeto reúne acadêmicos da UFMS para doar sangue em períodos de estoque baixoProjeto reúne acadêmicos da UFMS para doar sangue em períodos de estoque baixo  (Foto: Cinthia Arruda)

Os estoques de sangue do Hemosul e da Santa Casa registraram redução dos tipos sanguíneos O negativo e A negativo em fevereiro. Os bancos de sangue fazem campanhas no período do Carnaval para que a população realize as doações antes e, principalmente depois das festividades para aumentar e manter os estoques. A quantidade de bolsas de sangue estabilizou após o Carnaval e não supre a demanda de uso.

A enfermeira responsável pelo hemonúcleo da Santa Casa, Luciane Vieira explica que o período do Carnaval é crítico para os bancos de sangue "é um final de férias, as pessoas vão e voltam de viagens, ingerem alimentos gordurosos ou bebidas alcoólicas, isso altera a qualidade sanguínea. A pessoa acostumada a doar tem consciência desse problema e mesmo assim para de vir aqui". 

A enfermeira afirma que o número de doadores diminui e há necessidade do sangue para os casos de cirurgias. Ela explica que "para reverter isto, os funcionários atuam para mudar este quadro crítico. Eles fazem convocação para doação interna de familiares de pacientes que estão no hospital, ligam para doadores que fizeram o procedimento há mais de 90 dias. E contamos, também, com a atuação da imprensa para divulgar a importância da doação".

A gerente Técnica do Hemosul, Marina Sawada Torres explica que fazem a coleta de plaquetas e o sangue é estocado por cinco dias. No caso da hemácia, depende do anticoagulante e o prazo limite para estocar é de 35 a 42 dias. Ela afirma que, na unidade, é preciso receber entre 120 a 150 bolsas de sangue para abastecer todos os núcleos de Mato Grosso do Sul. O centro distribui para todos os hospitais de Campo Grande e as cidades do interior. Dourados, Três Lagoas e Corumbá recebem as bolsas de sangue e redistribuem para as regiões mais próximas.

Campanha

De acordo com a coordenadora do projeto “Unidos por sorrisos” e diretora da Associação Atlética Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Talita Oliveira o projeto tem o objetivo de reunir vários acadêmicos para realizar ações sociais como, por exemplo, doar sangue nos períodos em que há baixa no estoque. O projeto surgiu com o intuito de realizar ações solidárias para o dia das crianças. Talita Oliveira afirma que "o lema principal é 'ser o responsável pelo sorriso de alguém é o melhor presente que se pode ganhar'. A Atlética não é apenas diversão e que boas atitudes também movem o grupo, a Associação se uniu para doar sangue para a campanha de carnaval".

Operação em rodovias no Carnaval

A operação "Rodovida" acontece desde dezembro de 2016, e tem como objetivo diminuir o número de acidentes em rodovias. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os ministérios de Justiça e Segurança, de Transporte, de Saúde e das Cidades são responsáveis pelo projeto, que encerra em março deste ano, período com maior incidência de acidentes por causa do aumento do movimento nas rodovias, com as férias de fim de ano e Carnaval. 

O chefe de Comunicação da PRF, Kleryson Soares explica que o motorista é o principal agente que causa esses acidentes, e não os problemas externos como, por exemplo, a qualidade da estrutura viária. “As principais causas de acidente no estado são excesso de velocidade, ultrapassagem indevida e invasão da pista contrária”.

Em 2016, a PRF autuou 60 mil motoristas, a maioria por excesso de velocidade e consumo de álcool. A multa por ultrapassagem indevida chega a quase três mil reais e o motorista perde a CNH se dirigir acima de 50% da velocidade estipulada. A PRF atua em Mato Grosso do Sul com 22 unidades operacionais e 11 sedes administrativas em 3.570 km de malha viária. No carnaval, há uma escala diferenciada para os profissionais, em que todos trabalham nos horários com maior fluxo de automóveis.

Soares explica que “a autuação é um modo de impor limite e ajustar a conduta dos motoristas, por exemplo, em 2015, foram registradas 160 mortes em rodovias federais e, em 2016, a PRF contabilizou uma redução para 145 casos”. Além disso, alerta que “o motorista deve planejar a viagem para evitar problemas. Definir as paradas para descanso, lanche e principalmente respeitar a legislação de trânsito”.

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