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19 de fevereiro de 2017 - 15h57

Aumenta o estoque de leite materno em Bancos de Leite na capital

Entre 2015 e 2016 houve aumento de 97,4 litros de leite coletados em todo o estado

BÁRBARA CAVALCANTI, ISADORA LEIRIA E LARISSA PESTANA
Banco de Leite Hospital Regional ainda precisa de doaçõeBanco de Leite Hospital Regional ainda precisa de doaçõe  (Foto: Isadora Leiria)

O volume de leite materno doado aumentou nos últimos dois anos em Mato Grosso do Sul, segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Foram doados 5.585,9 litros de leite em 2015, e 5683,3 litros em 2016. De acordo com a página da Rede, este ano foram coletados 597,6 litros de leite de 376 mães em todo o estado, até fevereiro, que preencheram os estoques dos bancos de leite da capital. 

Em Mato Grosso do Sul, existem cinco bancos de leite humano, quatro em Campo Grande e um em Dourados, no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). De acordo com dados da Rede, o estoque com maior quantidade foi a Maternidade Cândido Mariano, que em 2016 chegou a coletar 1576,2 litros. Além destes, há o Banco de Leite do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HU).

De acordo com a coordenadora geral do Banco de Leite do HU, Elizabete Kamya “existem momentos durante o ano onde há menos demanda ou menos coleta. Por exemplo, no frio, poucas mães doam leite. Agora, a situação é estável, ou seja, temos pouca necessidade e o suficiente de leite nos estoques para atender a demanda”.

Segundo a nutricionista responsável pelo Banco de Leite do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Fernanda Menezes as doações precisam continuar independente da quantidade em estoque. “A doação é sempre importante. O estoque está no nível razoável, mas, assim, é sempre abaixo do que é necessário. A medida que os bebês vão crescendo, muitas mães vão parando de doar. Então a gente está sempre precisando de doadoras”.

Conforme a nutricionista, a doação de leite, além de auxiliar os bebês que estão internados, ajuda a mãe que tem uma produção excessiva de leite. “Se ela não tirar o leite, a mama dela vai ingurgitar, ou empedrar, como as mães falam. Então, assim, ela evita que a mama empedre, que ela tenha uma mastite depois por conta desse empedramento. Então, ela vai ajudar também para o bebezinho dela mamar mais tranquilamente”. 

A auxiliar administrativa Nathália Carvalho descobriu ainda na gravidez que produziria mais leite que o necessário e se informou sobre a doação. "Fiz o meu cadastro na Maternidade Cândido Mariano logo depois que minha bebê nasceu, e já fiz minha primeira doação. A enfermeira me ensinou na hora sobre como retirar o leite, como higienizar minha mama e minhas mãos. Me deram todo o suporte que eu precisava."

 

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