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DIABETES

Campo Grande tem 7,7% dos adultos diagnosticados com diabetes

O controle nutricional adequado e a prática de exercícios físicos regulares reduzem o risco de desenvolver a doença

Jean Celso, Jhayne Lima e Leticia Marquine, de Campo Grande17/09/2018 - 16h47
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Campo Grande tem 7,7% da população entre 18 a 60 anos diagnosticada com diabetes, de acordo com pesquisa divulgada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção Para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A capital sul-mato-grossense apresenta o maior percentual de diagnósticos em relação às capitais da região Centro-Oeste. De acordo com o Caderno de Atenção Básica do Ministério da Saúde, mudanças de estilo de vida reduziram 58% da incidência de diabetes em três anos, que indica prevenção, ou ao menos retardamento, da diabetes tipo 2.

De acordo com a pesquisa de 2016 da Vigitel, realizada pelo Ministério da Saúde, o número de diagnósticos no Brasil aumentou 61,8% na última década. A doença crônica é caracterizada pelo alto nível de glicose no sangue ocasionado pela falha na produção ou inutilização efetiva da insulina produzida pelo pâncreas e pode ser classificada em dois tipos. O tipo 1 é causado por condições genéticas e equivale a 10% do número total de diagnósticos. O tipo 2 é consequência de um mal comportamento e hábitos alimentares.

Na capital sul-mato-grossense, 59,8% dos adultos estão com excesso de peso, maior porcentagem dentre as capitais do Brasil. A nutricionista Camila Mazzeti afirma que maiores índices de sedentarismo e de obesidade são as principais causa de diabetes. “Quando começamos com hábitos de vida não saudáveis, má alimentação ou alimentação excessiva, têm um conjunto de fatores que vão interferir no nosso metabolismo. A falta da prática de atividade física piora o nosso condicionamento e aumenta o risco de excesso de peso”.

As complicações da diabetes são as principais causas de amputação de membros, infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e cegueira, em casos mais graves. A endocrinologista Bianca Paraguassú afirma que a mudança de hábitos de vida pode controlar a doença. “A dieta e atividade física juntas são 50% do tratamento. A mudança de hábitos do paciente, diminui a necessidade de medicação e a responsabilidade exclusiva do médico, depende também da dedicação do paciente”.

   Endocrinologista recomenda novos hábitos para o diagnosticado
   (Foto: Jhayne Lima)

Estudos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontam que mais de 60% das pessoas desconhecem que têm a doença. A gerente técnica do Programa Municipal de Prevenção e Controle de Pacientes com Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), Joanna D'Arc Oliveira explica o papel do sistema público de saúde no diagnóstico da diabetes. “Nosso papel na saúde pública é fomentar os diagnóstico, mostrar para as pessoas o que é a diabetes, principalmente dizer que é uma doença assintomática”.

Joanna D’Arc explica que o tratamento de diabetes é sustentado sobre três pilares fundamentais. “É importantíssimo o casamento de uma alimentação saudável, atividade física e medicação. Dentro desses pilares, o SUS oferece o tratamento medicamentoso, e o auxílio de profissionais de educação física nas unidades de saúde”.

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