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5 de October de 2014 - 22h43

Candidatos ao governo do estado participaram de debate na UFMS

Três dos seis candidatos compareceram ao debate na universidade e discutiram questões da comunidade acadêmica

ALESSANDRA MARIMON E KIOHARA SCHWAAB
O debate abordou temas como drogas, aborto, transporte, segurança e educaçãoO debate abordou temas como drogas, aborto, transporte, segurança e educação  (Foto: Alessandra Marimon)

Os candidatos ao governo do estado de Mato Grosso do Sul Evander Vendramini (PP), Professor Monje (PSTU) e Professor Sidney Melo (PSOL) compareceram ao debate no Teatro Glauce Rocha da UFMS, promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Os candidatos Delcídio do Amaral (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB) e Nelsinho Trad (PMDB) justificaram a ausência por incompatibilidade de agenda.

Um dos coordenadores do DCE, Matheus Carneiro, resume o objetivo do evento. "O intuito é aproximar a comunidade acadêmica e a juventude dos candidatos". Também explicou a importância de realizar um evento como esse. "Enquanto gestão, nós entendemos que os períodos eleitorais são indispensáveis na perspectiva de serem momentos de debate sobre as grandes questões estruturais da sociedade sul mato grossense e brasileira". 

O tema central "DCE debate: A educação e juventude nas eleições estaduais" abriu espaço para discutir assuntos como legalização das drogas, descriminalização do aborto, valorização da cultura, transporte público, segurança e educação. Um dos blocos foi direcionado às pessoas convidadas previamente pelo DCE que puderam questionar os candidatos. Não houve perguntas entre eles, somente questões da plateia aos candidatos presentes.

O coordenador do Diretório, Sérgio Onça, comentou que a ausência de três candidatos não interferiu na organização do debate. "A ausência não interfere porque os estudantes poderão dirigir suas perguntas para os candidatos presentes. Nós lamentamos a ausência dos que não puderam vir por questões de agenda, mas o andamento do debate não mudará".

A estudante de Letras, Juliana da Silva, 20, entrou este ano na universidade e considera o debate uma oportunidade para desenvolver seus questionamentos políticos. "Decidi mudar meu pensamento e me envolver com várias questões, como a política. Quero ver as propostas dos candidatos, como eles vão se sair mediante às perguntas e analisar qual dos três teria mais capacidade pra governar o estado".

A professora de História Lenita Maria Rodrigues Calado, 45, foi uma das convidadas do DCE e perguntou aos candidatos sobre a valorização e criação de projetos de pesquisa acadêmicos. "A burocracia ainda é grande para se conseguir bolsa". Ela também critica a pouca participação política dos estudantes da UFMS. "Sinto que os alunos daqui estão desinteressados em debater. Eles deveriam participar mais e cobrar ações dos professores e da UFMS".

O estudante Mateus Bonafé, 19, lembra que é um dever dos cidadãos de cobrarem as propostas dos candidatos eleitos. "Nós precisamos acompanhar todo o processo e procurar saber das propostas para depois cobrarmos os nossos direitos".

Para o candidato do PSTU, Professor Monje, o debate é fundamental tanto para acadêmicos, quanto para professores. “A universidade é o principal foco das atenções do mundo, por meio dela que a gente consegue fazer a formação profissional, projetos de pesquisa e extensão”. Evander Vendramini do PP, concorda e diz que o debate é uma maneira de esclarecer. “O objetivo principal é para que todos possam conhecer os candidatos e se esclarecer para que não fique nenhuma lacuna”. O professor Sidney Melo (PSOL) acredita que é preciso dar visibilidade às classes minoritárias. "É necessário fazer o enfrentamento das elites econômicas que ocupam o espaço de poder e de fazer a representação popular, sobretudo das minorias como quilombolas, indígenas, LGBT, mulheres".

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