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16 de September de 2014 - 16h08

Cavaletes provocam poluição visual nas ruas de Campo Grande

Ex-juiz do TRE acredita que tendência é extinção de cavaletes nas campanhas políticas em Campo Grande

JÉSSIKA CORRÊA E PEDRO CENTENO
Cavaletes são permitidos das 6h às 22h e não devem impedir passagem de ciclistas e pedestresCavaletes são permitidos das 6h às 22h e não devem impedir passagem de ciclistas e pedestres  (Foto: Jéssika Corrêa)

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) permite, diferente de outros estados, o uso de cavaletes com propagandas políticas. Para o ex-juiz do TRE/MS Alexandre Bastos, a tendência para as próximas eleições na Capital é o fim desse tipo de propaganda. Segundo ele, o impacto da poluição visual dos cavaletes atrapalha a visibilidade de motoristas, ciclistas e pedestres nas vias públicas.

Para Bastos, em muitas cidades do Brasil, a propaganda política com cavaletes é proibida devido a superlotação de canteiros e calçadas. "Eu apostaria na extinção". Para ele, o prejuízo é a poluição visual que a superlotação causa. "A grande crítica é feita pela população, que não tolera os excessos da quantidade e do impacto visual poluidor".

O ex-juiz do TRE detalha as normas da utilização de cavaletes nas vias públicas durante campanhas políticas. Segundo ele, "a restrição são os horários fixos, que vão das 6h as 22h. "O que vem dando bastante autuação da Justiça Eleitoral é justamente os que deixam os cavaletes durante a noite". Há também a restrição de local e tamanho. "Não há uma regulamentação legal sobre a quantidade, porém, não se pode colocar um outdoor nem interromper o passeio de ciclistas e pedestres".

 

O publicitário Douglas Galvan se mudou da Bahia para o Tocantins para trabalhar em campanha política e destacou que a regra dos cavaletes é diferente em de um estado para o outro. "Já trabalhei em campanhas onde havia a utilização de placas e cavaletes em vias públicas. Para mim como publicitário, a única função é a poluição visual. Não agrega nada de valor visual à campanha e praticamente não é efetivo em sua função, que deveria ser a de comunicar e passar mensagens positivas". Segundo Galvan, esse tipo de mídia ocupa espaço indevido. "O espaço para cavaletes durante a campanha eleitoral toma conta do que é naturalmente ocupado por pessoas".

O candidato a deputado estadual pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), professor Renato Pires de Paula é a favor desse tipo de mídia. "Utilizamos o cavalete porque numa campanha de apenas 90 dias, devemos utilizar todos os tipos permitidos de propaganda impressa e virtual".  Segundo ele, "são ferramentas de marketing que ajudam a divulgar a imagem, o número, as ideias e projetos que estão associados ao candidato". O professor afirmou ainda que "o cavalete, assim como as outras ferramentas de propaganda, não garantem voto, mas ajudam a divulgar e a lembrar as pessoas que já conhecem o candidato, que ele é candidato". Para Renato Paula, esse tipo de propaganda ajuda na popularização da imagem e podem contribuir para quem tiver interesse em conhecer as propostas de cada candidato. "Candidato visto é candidato lembrado".

A analista de sistemas Renata Castro pratica corridas e caminhadas semanalmente na Avenida Afonso Pena e afirma que o excesso de cavaletes atrapalha. "Para quem estava acostumado com o verde tão valorizado pelos canteiros, agora é obrigado a se exercitar com inúmeras propagandas. É desnecessário".

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