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19 de agosto de 2016 - 18h02

Pokémon Go gera mudanças de hábitos e polêmica na Capital

O aplicativo estimula a socialização entre jovens e adultos de Campo Grande

HENRIQUE DROBNIEVSKI, JÚLIA DE FREITAS E RENAN ZACARIAS
Pokémon Go faturou mais de 440 milhões de dólares em todo o mundoPokémon Go faturou mais de 440 milhões de dólares em todo o mundo  (Foto: Henrique Drobnievski)

O "Pokémon Go", aplicativo de realidade aumentada para smartphones lançado em agosto no Brasil, gerou mudanças de hábitos de jovens e adultos de Campo Grande. No dia 13 de agosto, mais de 1000 pessoas se encontraram no Parque das Nações Indígenas para compartilhar as experiências oferecidas pelo jogo. O aplicativo, que gerou mais de 440 milhões de dólares de receitas em todo o mundo, de acordo com dados da Sensor Tower, estimula a socialização e faz com que a população frequente locais públicos da Capital para jogar.

Por meio do sistema de posicionamento global, em inglês, global positioning system (GPS), o aplicativo processa a localização virtual dos pokémons, os personagens do desenho animado, e a imagem virtual é obtido via câmera fotográfica dos celulares. O "Pokémon Go" está disponível para smartphones com sistemas Android e IOS e usa dados do Google Maps para distribuir os personagens pelas ruas da cidade.

"Pokémon Go" foi criado para ser jogado em movimento e, por isso, exige que o jogador caminhe para realizar as tarefas requisitadas para melhorar o desempenho dos personagens no jogo. Os treinadores de pokemóns devem encontrar os ginásios, locais onde são feitas as batalhas entre os personagens, e as Pokestops, onde o jogador pode recolher recompensas fictícias como, por exemplo, para chocar os ovos dos pokémons capturados, é necessário caminhar, no mínimo, dois quilômetros.

Os personagens são encontrados com mais frequência em praças e parques ao redor das Pokestops e isto faz com que as pessoas se concentrem em locais públicos da Capital. O estudante de ensino médio, Jhonathan Luiz organizou o 1º Encontro de Treinadores de Pokémons em Campo Grande e afirma que não esperava muita repercussão na página do evento. "Eu criei o evento em uma quarta-feira de madrugada, no outro dia quando eu olhei já tinham 200 pessoas. Antes de sair de casa para vir ao encontro haviam 2300 pessoas confirmadas e 3500 aproximadamente que tinham interesse". O encontro aconteceu no dia 13 de agosto, no Parque das Nações Indígenas.

  Grupo de amigos joga Pokémon (Foto: Henrique Drobnievski)

Antes do jogo ser lançado no Brasil, algumas pessoas conseguiram acessar o aplicativo por meio de programas que alteram a localização para outros países. O vendedor Moisés Júnior ressaltou que o jogo provoca integração entre as pessoas. “Eu jogo desde o dia 14 de julho e tenho gostado bastante. Saio bastante de casa e tenho conhecido pessoas novas é uma experiencia bem bacana e diferente de todos os outros jogos que eu já joguei”. 

Polêmica nas redes sociais

Alguns religiosos se posicionaram a respeito do jogo e geraram polêmica no Facebook. O pastor que se dedica ao trabalho com crianças da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, Aldezir Soares, publicou um texto em sua página da rede social com o objetivo de chamar a atenção dos pais sobre o "Pokémon Go". “O jogo pode ser considerado um criador de ciberdemônios ou espíritos, visto que não são vistos a olho nu, somente com a tela do celular".

Alguns ginásios de Batalha e Pokéstops estão localizadas nas áreas das igrejas, por exemplo, na Igreja Nossa Senhora Perpétuo Socorro, na Avenida Afonso Pena. Moisés Júnior é cristão, joga "Pokémon Go" e acredita que o aplicativo é saudável e não oferece perigo aos jogadores.

Em São Paulo, a Arquidiocese de São Paulo, publicou, na página do Facebook da instituição, imagens de uma campanha que desafia os jogadores de "Pokémon GO" a enviarem fotos dos personagens encontrados em igrejas com a hashtag "#PokemonGoIgrejaSP". A iniciativa tem o objetivo de reforçar o aspecto turístico das construções, atrair frequentadores e também conscientizar os jogadores a não atrapalharem os cultos ou incomodarem quem estiver nos locais para rezar.

A psicóloga Anne Vanessa Itiki, do Instituto Ana Flávia Weis de Terapia, trabalha com crianças e jovens viciados em jogos digitais e acredita que o jogo tem seus prós e contras. "Eu pesquisei artigos sobre o game, mas ainda não encontrei publicação cientifica sobre o assunto. Todavia a atenção dos pais é suficiente na hora da diversão dos filhos".

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