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Primeira Notícia UFMS
  Friday, 22 de June de 2018
 
22 de July de 2013 - 20h48

Lancheiros não sabem se ficam na antiga rodoviária

Os donos de barraca de lanche que trabalhavam até o final de 2011 na Afonso Pena e  que foram deslocados pela administração municipal,  estão há mais de um ano na "Antiga Rodoviária". Segundo os lancheiros, não há estrutura  para abrigá-los e o fluxo de clientes caiu em média 60%. Os mesmos haviam sido retirados dos canteiros da avenida Afonso Pena, devido a um projeto de revitalização do local, que reformou os canteiros centrais onde os traillers eram montados.  [caption id="attachment_1509" align="alignright" width="300"] Rodoviária antiga foi ocupada pelos "lancheiros" por causa das reformas[/caption] A divergência foi, na época, de uma realocação dos comerciantes, que terminaram 2012  “estacionados” na antiga rodoviária e estão até hoje com futuro ainda indefinido. Antes do terminal rodoviário, o Horto Florestal foi cogitado para novo local de trabalho dos mesmos.  Segundo o líder da Associação dos Lancheiros, Nelson Bogado Ostemberg, não foi possível tirar uma licença ambiental para a construção de uma estrutura no local .  Nelson Bogado Ostemberg explica que a solução foi reformar a praça Aquidauana entre a Rua Barão do Rio Branco e a Rua Dom Aquino,  “estava pronta para trabalhar, mas eles não consultaram os moradores que fizeram um abaixo-assinado e nos tiraram de lá”. Os lancheiros temem sofrer novo deslocamento pela atual administração pois não há documento ou mesmo conversa com a prefeitura, que garanta que possam permanecer na rodoviária. No ano de 2012 quando foram para a rodoviária, outras promessas da administração do município foram de melhorar o lugar com banheiros, por exemplo, ou arrumá-los em um local definitivo. Segundo Nelson Bogado, as promessas, e os banheiros químicos que foram instalados pela prefeitura em 2012, foram retirados desde que a atual administração municipal começou no primeiro dia de 2013. O lancheiro King Yok yue Gomes Kong, 25 anos, tem um rendimento menor do que antes e enfrenta alguns incômodos, como explica em entrevista. https://soundcloud.com/grupodeciberjornalismo/king-yu-tribo-lanches Segundo o líder Nelson Ostemberg, sem estrutura para atender as exigências que eles gostariam de ter,  um teto e paredes para abrigá-los era o mínimo que eles esperavam. A Associação decidiu arrumar o prédio aos poucos. Agora o local possui pintura e sistema hidráulico. Segundo o líder da Associação “tudo nós fizemos, a água eles colocaram o hidrante lá. Quem puxou a água com o cano fomos nós. As luzes foram a prefeitura que puxou", diz. Ele também alega que a atual administração não se prontificou a ajudá-los. O comerciante Paulo Cesar Leite trabalha há nove anos com um trailer de lanche e explica que aqueles que não têm barracas espalhadas pela cidade são os que mais sentiram a mudança e  se consideram anônimos no meio daqueles que são mais conhecidos. “Precisávamos desse ambiente. Mas hoje não temos um fluxo de pessoas circulando por aqui. Com isso as pessoas que estão aqui no meio sofrem. O pessoal da ponta leva vantagem porque chega o pessoal por ali e vai ficando” diz o comerciante. Ele ainda indica que os trailers estacionados nas extremidades do prédio tem vantagem sobre os outros  “o povo chega por ali e já desce”. Ele sugere “se aqui tivesse uma atração que trouxesse o povo pra cá”. Reportagem: Lucas Bais
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