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24 de julho de 2013 - 21h30

Investimento brasileiro em educação atinge a média dos países desenvolvidos

[caption id="attachment_2025" align="alignright" width="270"]universitário 1 O crescimento do investimento público direto em educação ainda é desequilibrado segundo o relatório da OCDE.
Foto: Carlos Henrique[/caption] O relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou que o  investimento em educação subiu para 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, em dez anos, e atingiu a média de países desenvolvidos.  Pertencem à OCDE 34 países, a maioria deles desenvolvidos, como França, Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha, e também nações emergentes, como México e Chile. Em 2000, o Brasil apresentava um investimento em educação de aproximadamente 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O aumento no investimento na educação entre os anos de 2000 e 2011 impulsionou a melhora nos índices da educação brasileira, como aponta o Índice de Desenvolvimento para a Educação Básica (IDEB). No levantamento do Instituto Nacional de e Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em valores nominais, o crescimento apontado entre 2000 e 2011 é R$ 900,00 para R$ 4.916,00 de investimento por aluno. O crescimento do investimento público direto, segundo o Instituto foi de 500%, ou 2,5 vezes de crescimento real. Esse orçamento de pouco mais de R$ 12 milhões engloba todo o investimento direto mais o pagamento de bolsas de estudos, principalmente os de pós-graduação, o financiamento estudantil e as transferências para entidades privadas.  Investimento desequilibrado

O investimento público direto por estudante na educação superior passou de R$ 18 mil para R$ 20,6 mil e registrou um aumento de 87%,  em uma década; ao passo que na educação básica este valor aumentou de R$ 1,6 mil para R$ 4,2 mil, 38%,  no mesmo período. O relatório da OCDE, revelou que embora o Brasil tenha melhorado o nível de investimento público em educação, ainda há um grande desequilíbrio entre o dinheiro aplicado no ensino superior e na educação básica. Foram investidos US$ 13.137 por estudante do ensino superior, segundo o relatório;  valor acima da média de países da Europa, que é de US$ 11.383 e mais que os Estados Unido, que investe US$ 12.112 por aluno. Na educação básica, foram investidos apenas US$ 2.653 por estudante, muito abaixo da média de valores dos países da organização, que é de US$ 8.412 e dos Estados Unidos, US$ 11.859.

 O Ministério da Educação trabalha para corrigir esta distorção. Dados do Inep, informam que a proporção de recursos investidos na educação superior em relação à educação básica, entre 2000 e 2011, foi de 11,1 para 4,8. Isso quer dizer que o investimento público direto foi de R$ 18.050 para R$ 20.690 no ensino superior, enquanto passou de R$ 1.633 para R$ 4.267 na educação básica, nos mesmos 11 anos.

[caption id="" align="aligncenter" width="572"] Fonte: Folha de São Paulo[/caption] Repórter: Debora Bah Foto: Carlos Henrique Editora: Isabela Nogueira
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