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LIXO ELETRÔNICO

Lixo eletrônico recebe tratamento e destinação adequada em Campo Grande

Projeto do Instituto Mirim de Campo Grande, a Associação de Recicladores de Eletrônicos e os Ecopontos coletam e-lixo para reciclagem

Danielle Matos, Rafaela Flôr e Thiago Rezende, de Campo Grande10/09/2018 - 22h04
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A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) e a Solurb Soluções Ambientais realizaram a inauguração do segundo Ecoponto da cidade, no bairro Jardim Noroeste, para que moradores da região realizem a entrega de materiais que deixam de ser recolhidos pelo sistema de coleta de lixo convencional. A Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec), em parceria com o Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG), criou o projeto "Mirim Transforma", que objetiva solucionar o problema de descarte incorreto do lixo eletrônico na capital. O IMCG recolhe cerca de uma tonelada por mês de e-lixo, realiza o processo de triagem que define os itens que podem ser reutilizados e faz o descarte correto dos materiais "inservíveis". 

A Associação dos Recicladores de Lixo Eletrônico Recicle está em Campo Grande há 40 dias. Neste período, aproximadamente 20 toneladas de material eletroeletrônico foi reciclado, como aparelhos de televisão, computadores, aparelhos de som, geladeiras, freezers e ar condicionado. O presidente da Associação Brasilinux e voluntário responsável pela instalação da Recicle em Mato Grosso do Sul, Carlos Ferreira afirma que a necessidade de reciclagem é maior em função dos problemas de envenenamento do lençol freático causados pela contaminação dos metais presentes nos aparelhos. "Nesses aparelhos você encontra todo tipo de veneno possível que nós temos que evitar que vá para a natureza. 70% do envenenamento que existe nos aterros sanitários é proveniente de metais pesados de eletroeletrônicos".

Ferreira explica que a associação recebe descarte de pessoas físicas e jurídicas. As empresas que realizam este procedimento de descarte recebem um certificado de destinação de resíduo eletroeletrônico, em conformidade com a Lei de Resíduos Sólidos, que as isentam de qualquer responsabilidade futura sobre os equipamentos descartados. "Um exemplo é se a empresa faz um leilão e vende o resíduo eletroeletrônico, ela continua sendo responsável por esse material, é a chamada responsabilidade compartilhada. Se ela destina esse material para uma associação de reciclagem, como a Recicle, nós passamos a ser responsáveis por aquele produto. Toda ou qualquer contaminação que possa ocorrer, seria responsabilidade nossa e não da empresa".

Segundo levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2016 foram gerados 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico no mundo, 3,3 milhões a mais do que em 2014. Desse total, 20% (8,9 milhões de toneladas) foi reciclado. A ONU estima que, até 2021, serão descartados 52,2 milhões de toneladas em todo o mundo.

O engenheiro ambiental Caique Martins afirma que o descarte de lixo eletrônico, principalmente de pilhas e baterias, apresenta poucas dificuldades na etapa de separação, geralmente feita nas residências. "As pessoas costumam guardar pilhas em caixas de sapato, esperam juntar uma grande quantidade e descartam". Entregar estes resíduos sólidos a pontos de coleta autorizados evita que os componentes químicos entrem em contato direto com o solo.

A concessionária responsável pela limpeza urbana de Campo Grande, Solurb Soluções Ambientais instalou dois ecopontos que recebem materiais da população, para solucionar o problema de descarte irregular de resíduos. Os ecopontos servem para descarte de resíduos residenciais como eletrodomésticos, eletroeletrônicos, galhos e podas de árvores, móveis usados, entulhos de construção e recicláveis. Existe o limite diário de um metro cúbico de lixo eletrônico por pessoa, correspondente a 650 quilos. Para materiais recicláveis a quantidade é ilimitada.


Ecopontos Noroeste e Panamá recebem eletroeletrônicos para descarte correto (Foto: Danielle Matos)

O gerente operacional da Solurb, Bruno Velloso afirma que o descarte irregular ocorre com mais frequência nas regiões periféricas da capital e o acesso a pontos de coleta é um dos critérios para a escolha dos locais que serão instalados os ecopontos. "Próximo a locais de descartes irregulares, a gente constrói um ecoponto para quem vai ali passe a levar no ecoponto. Cada um deles está em uma região, só o centro que não vai ter porque há menos descarte irregular e menos áreas disponíveis para construção".

Serviço

Ecoponto Noroeste - Endereço: Rua Piraputanga, esquina com Rua Guarulhos - Bairro Jardim Noroeste. Telefone: 0800 647 1005.

Ecoponto Panamá - Endereço: Rua Sagarana, esquina com a Avenida José Barbosa Hugo Rodrigues - Bairro Jardim Panamá. Telefone: 0800 647 1005.

Associação dos Recicladores de Lixo Eletrônico Recicle (Recic.LE) - Endereço: Rua Vera Cruz, 542 - Bairro Parque Rita Vieira. Telefone: (67) 99896-2888. 

Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG) - Endereço: Avenida Fábio Zahran, 520 - Centro. Telefone: (67) 3314-3257.

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