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10 de junho de 2015 - 20h23

Aulas de biodança atraem população e ajudam os alunos a superarem dificuldades pessoais

A prática chama a atenção por trabalhar vivências em grupo e pelos benefícios mentais e físicos

VIVIAN CAMPOS E STEFANNY VEIGA
Alunos realizam vivências por meio de atividades em grupoAlunos realizam vivências por meio de atividades em grupo  (Foto: Vivian Campos)

A biodança tem como proposta melhorar a autoestima, promover a autoconfiança e desenvolver a criatividade dos que a praticam. O professor de Karatê e Biodança, Hélio Arakaki  diz que a biodança conquistou inúmeras pessoas em Campo Grande, que relatam os resultados conseguidos pela prática. Por meio de vivências em grupo, os alunos obtêm benefícios como perda da timidez, desenvolvimento para trabalhar em grupo, estabilidade emocional, entre outros fatores.

Hélio Arakaki, formado na Escola Paulista de formação de Biodança, se interessou pela atividade ao participar de uma aula experimental. “A biodança eu conheci numa aula, aí depois eu comecei a me interessar. Depois eu entrei numa escola, a Escola Paulista de Formação de Biodança, aí então, criamos uma escola aqui que funcionou até formar sete professores, desde então estamos aí.”

A biodança chegou ao Brasil na década de 80, por meio do psicólogo, antropólogo e poeta chileno Rolando Toro Araneda, que apresentou seu trabalho em vários países. Hélio Arakaki explica que não é uma dança, os alunos realizam diversas expressões corporais em grupos nas aulas, sempre com música. Segundo ele, “todas as músicas são escolhidas por um critério muito rigoroso, a música tem que cumprir determinadas exigências. A música tem que ser uma música orgânica, ou seja, uma música coerente, tem que ter uma melodia, não pode ser uma música ruidosa, tipo heavy metal, a música precisa ter uma sonoridade e uma melodia, de modo que não causa alterações de nível no sistema nervoso.”

Aulas incluem expressões corporais

A cada aula, são trabalhadas temáticas diferentes, todas em grupo e que envolvem exercícios como a capacidade de tomar decisões, a autoconfiança, a determinação, a capacidade de aceitação, entre outros. De acordo com Arakaki, os alunos podem perceber os benefícios da prática logo nos primeiros meses, “aumento da autoestima, da criatividade, capacidade de resolver problemas, maior flexibilidade, fluidez, maior capacidade de enfrentar as situações difíceis, muita autoconfiança, muito desprendimento em um nível essencial. Agora em nível físico mais disposição, mais sensação de estar vivo, enfim mais ritmo, mais elasticidade".

 

A massoterapeuta Renata Caicedo conheceu a biodança em 2012 por meio de um workshop. Renata Caicedo explica que depois de ser atacada por um galo quando era criança, ficou traumatizada, e que graças a uma das vivências da biodança, ela venceu o medo, “esse medo era muito forte, eu via um galo como se fosse de mil metros. Uma experiência que marcou minha vida foi uma vivência de biodança, estávamos no salão, quando o professor Hélio me levou para fora junto com a turma, colocou um galo na minha frente e me pediu para caminhar olhando nos olhos do galo. À medida que ia chegando mais perto, eu tremia e chorava, mas eu me dei conta que esse galo não era o monstro que eu imaginava”. Renata Caicedo relata que frequenta as aulas há três anos, está mais segura consigo mesma, mais determinada e aprendeu a dizer não às pessoas quando necessário.

A servidora pública Jacira Lopes conheceu a biodança em 2010 por meio da divulgação de uma rádio local e participou de uma aula aberta. Para Lopes, a biodança dá coragem, força, tranquilidade e foco nos objetivos de cada ser humano.

A jornalista Sônia Machado teve a primeira experiência com a biodança por um treinamento realizado no Exército, onde trabalhava como servidora civil. Sônia Machado não acreditava nas possibilidades de avanço profissional e estava com a autoestima baixa por isso, ao participar da aula com a temática “Em busca do guerreiro interior”, passou a focar em seus objetivos, como afirma, “eu achava impossível e de repente eu comecei a focar naquilo que eu queria de verdade e parei de pensar negativamente, colocando obstáculos intransponíveis. A biodança me fez acreditar que quando você acredita que você pode, realmente a coisa se viabiliza porque você joga todo o teu foco e toda a sua força naquilo que você quer e para de focar naquilo que você não quer".

Para Sônia Machado, a biodança faz um resgate dos sentimentos mais íntimos que todo ser humano tem, “ali você aprende a resgatar a tua essência, acreditar no seu valor, acreditar em si mesmo e à resgatar a sua criança interior, que eu acho que a biodança nada mais é do que é que você resgatar o teu poder de atuar na vida, de ir em busca dos seus sonhos e de ir em busca da sua criança que é a sua parte mais verdadeira”

 

Criada pelo antropólogo, psicólogo e poeta Rolando Toro Araneda na década de 1960, a biodança propõe o resgate de valores essenciais para a percepção do mundo, das pessoas e sobre si mesmo. Biodança, do espanhol Biodanza é um sistema de desenvolvimento humano que integra a pessoa à categorias de interação, também denominadas linhas de vivências que, segundo Arakaki, são as formas que os seres humanos se manifestam na vida pela vitalidade, afetividade, criatividade, sexualidade, racionalidade e pela transcendência.

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