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Biblioteca Central da UFMS promove Campanha Suspensão Solidária

A campanha objetiva retirar a penalidade do tempo de suspensão para o empréstimo de livros por meio de doações de alimentos não perecíveis

Claiane Lamperth, Heloisa Carvalho e Karina Cantiere, de Campo Grande25/10/2017 - 19h55
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Usuários  da Biblioteca Central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) têm a oportunidade de diminuir e até retirar a suspensão para empréstimo de livros por meio de doação de alimentos não perecíveis estipuladas na Campanha Suspensão Solidária da Biblioteca Central. Esta é a primeira edição da campanha e único meio que os usuários têm para regularizar a penalidade prevista no regulamento. A campanha acontece entre os dias 23 a 27 de outubro e é promovida pela Coordenadoria de Bibliotecas da UFMS.

A campanha faz parte da IV Semana da Leitura e da Biblioteca da UFMS que acontece pela primeira vez simultaneamente em todos os câmpus da instituição. O sistema da biblioteca, Pergamum, suspende os usuários que atrasam a devolução dos exemplares emprestados, a penalidade varia de acordo com a quantidade de livros e dias utilizados. 

 A relação dos itens  da campanha foi definida pelo Asilo São João Bosco, instituição beneficiada pela campanha, de acordo com as necessidades da entidade. A coordenação da Biblioteca Central estipulou o tempo de suspensão que cada item retiraria. Para anular uma semana de suspensão é necessário doar um litro de óleo ou de leite de soja, um pacote de macarrão, um quilo de feijão ou de arroz. Para retirar um mês inteiro,  precisa ser feita uma doação de um quilo de leite em pó.

A coordenadora da Biblioteca Central da UFMS e bibliotecária documentalista, Alessandra Borgo comenta que “uma das motivações para que a campanha fosse realizada é que os alunos ficam muito tempo suspensos, tem aluno que fica suspenso até 2020. Em nenhum momento do nosso regulamento a suspensão pode ser tirada. Por isso nós fizemos a campanha, para trazer esse aluno de volta”.

A primeira Semana da Leitura e da Biblioteca da UFMS foi realizada em 2013, esta é a primeira edição em que a semana e a campanha acontecem ao mesmo tempo em todas as bibliotecas da instituição. Cada biblioteca foi responsável pela escolha da instituição beneficiada com a campanha. A coordenadora da biblioteca, Alessandra Borgo relata que cada biblioteca ficou responsável por escolher uma instituição para ser beneficiada, e que o Asilo São João Bosco foi uma indicação da Pró-Reitoria de Extensão Cultura e Esportes (Proece).

Borgo relata que em média mil alunos passam pela Biblioteca Central, o acervo de da biblioteca é de 166.269 exemplares disponíveis para os estudantes, servidores e comunidade externa. Os livros das bibliotecas públicas, de acordo com a Lei nº 10753, são patrimônio público. Alessandra Borgo ressalta que “a biblioteca vem para gerir, disseminar, dar acesso a informação, complementar o que é ensinado em sala de aula e, também, serve como um agente cultural".

Presidente do Asilo São João Bosco, Gersino dos AnjosGersino dos Anjos relata os gastos do Asilo.
(Foto: Claiane Lamperth)

O presidente do Asilo São João Bosco, Gersino dos Anjos relata que enviou um ofício à UFMS em que solicitava o pedido de doações. A campanha faz parte do redirecionamento de doações que a entidade têm feito nos últimos meses, pois "criou-se uma cultura de doações de fraldas, nós temos fraldas de sobra então estamos reorientando as doações. Precisamos de outras coisas como luvas de procedimentos descartáveis e álcool 70, gastamos uma quantidade considerável disso. Outra necessidade é a alimentação, as vezes o convênio não paga e é dificil de ganhar, mas em relação a limpeza temos o suficiente. Agora precisamos reformar o asilo que completou 94 anos, é um idoso também e como idoso tem suas doenças próprias como telhas quebradas, infiltrações, trocar pisos e portas e a gente precisa arrecadar isso da comunidade."

Gersino dos Anjos afirma que a renda que a instituição arrecada dos bazares de roupa somado à verba recebida dos convênios cobrem em torno de 30% dos gastos mensais, que é aproximadamente R$ 287.000,00. A instituição completou 94 anos de atividade dia 23 de outubro deste ano e, hoje, funciona com quadro de funcionários reduzidos, ao todo 102 empregados e 80 idosos residentes.

 

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