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2 de setembro de 2014 - 16h09

Pesquisadores da Renoi se reúnem em Simpósio de Ciberjornalismo na UFMS

Rede Nacional de Observatórios de Imprensa debate projetos sobre crítica de mídia

NATÁLIA MORAES E BÁRBARA DE ALMEIDA
O 2º Seminário Inter-Redes de Pesquisa contou com a participação de coordenadores de grupos filiados à RENOI.O 2º Seminário Inter-Redes de Pesquisa contou com a participação de coordenadores de grupos filiados à RENOI.  (Foto: Fernanda Nogueira)

Pesquisadores da Rede Nacional de Observatórios de Imprensa, Renoi se reuniram durante a programação do 5º Simpósio de Internacional Ciberjornalismo, ocorrida de 27 a 29 de agosto em Campo Grande. O encontro dos pesquisadores ocorreu no 2º Seminário Inter-Redes de Pesquisa, realizado no dia 28.

A RENOI é uma rede que integra observatórios em universidades espalhadas pelo Brasil, que pesquisam e fazem monitoramento de mídia. A Rede foi fundada em 2005, inspirada no Observatório de Imprensa, conforme explica o professor Dr. Josenildo Guerra, coordenador da RENOI. O Observatório da Imprensa é uma referência em crítica de mídia nacional, com publicações regulares na internet desde 1996, e hoje além da página na internet, possui versão televisiva, transmitida semanalmente pela Rede Pública de Televisão.

Professor Josenildo Guerra no 5º Simpósio Interncional de Ciberjornalismo.O professor Josenildo Guerra é pesquisador da Universidade Federal do Sergipe e destacou que a RENOI conta com 15 grupos de 14 universidades filiados à rede. “Esses grupos acadêmicos, de extensão ou pesquisa, fazem um acompanhamento da atividade jornalística, com fins de crítica buscando a melhora do desempenho da mídia”.

Segundo Guerra, os observatórios, por meio das críticas, podem auxiliar o jornalista em um melhor desempenho. “O monitoramento é fundamental para disseminar uma cultura de avaliação da atividade jornalística, é importante que se aponte problemas, e soluções para as formas de fazer um jornalismo melhor, em consequência há o ganho qualitativo”. O professor Josenildo Guerra explica quais são as principais observações  sobre a atuação da mídia brasileira.

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Rogério Christofoletti, também esteve no Seminário. Christofoletti é coordenador do ObjeTHOS, observatório de crítica de mídia da UFSC, e também coordenou a RENOI. Para ele, é importante para a graduação em Jornalismo ter contato com estes observatórios, "são estratégicos no ensino, para que os alunos enxerguem os erros e não os repitam, e contribuem para uma alfabetização de uma leitura crítica da mídia”.

Em Campo Grande, a UFMS iniciou o processo para a criação de um observatório de crítica de mídia, também veiculado à RENOI. O Observe visa contribuir positivamente para a mídia campo-grandense. Segundo a idealizadora do projeto, a jornalista Fernanda Kintschner, o laboratório está em fase de pesquisa teórica, para que os acadêmicos possam estar preparados para as análises. "Inicialmente faremos uma leitura bibliográfica, e depois a intenção é trazer jornalistas para que os estudantes tenham contato com os erros da imprensa pelos relatos dos profissionais".

Ética profissional na prática

A professora do Curso de Jornalismo da UFMS, Katarini Miguel, que ministra a disciplina “Ética e Legislação”, acredita que os jornalistas utilizam a correria do dia-a-dia, a precarização da profissão, entre outros, como formas de desculpa para uma apuração superficial. “Deveríamos repensar essa maneira de fazer jornalismo, para respeitar os códigos éticos, porque eles devem sobrepor os códigos técnicos. Essa discussão fica em segundo plano porque se prioriza o imediatismo, prejudicando a apuração e a ética aplicada”.

O jornalista Lucas Arruda comenta que acompanhou casos de pessoas que já questionaram a ética dentro das redações. “Vi colegas que enfrentaram isso e não se sentiram nem um pouco confortáveis”. Para enfrentar esse tipo de situação, Arruda acredita que “o melhor a se fazer, caso haja alguma dúvida, é perguntar para um colega mais experiente”.

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