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1 de setembro de 2014 - 23h13

Simpósio de Ciberjornalismo debate narrativas e qualidade na produção jornalística

Uso de tecnologia e qualidade de produção no jornalismo são destaque no debate

FERNANDA PALHETA E JULIANA BARROS

“Narrativas em ciberjornalismo e qualidade de produção” foi o assunto debatido no segundo dia do  5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo com o tema "Big Data, Interface e Sociedade Digital", que aconteceu na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande nos dias 27,28 e 29 de agosto. O evento promoveu discussões e debate sobre a produção, prática e desenvolvimento do ciberjornalismo.

Foto: Juliana Barros

O pesquisador e professor na Universidade Estadual Paulista, Unesp, Denis Porto Renó falou sobre como a tecnologia é usada na produção jornalística. “O que salva a tecnologia é a linguagem, como é utilizada", que traz a utilização da interface na construção de narrativas em cibermeio.

Com projeto de pesquisa direcionado a qualidade de produção, o professor e pesquisador da Universidade Federal de Sergipe, Josenildo Luiz Guerra apresentou o Programa Qualijor - Pesquisa em Qualidade e Tecnologia Aplicada em Jornalismo que por meio de uma metodologia que avalia a qualidade do produto jornalístico o torna uma ferramenta para o ciberjornalismo.

A exclusão de conteúdos da internet foi abordada durante fala do professor da Universidade Estadual Paulista, Unesp - Campus Bauru, Dr. Danilo Rothberg. Ele classificou essas ações como irresponsáveis e frisou que "a ausência de regras para a retirada de conteúdos dos jornais daria a sensação de vale-tudo, em que qualquer informação que depois se mostrou errada pode ser retirada sem o menor pudor, sem deixar rastros".

Rothberg também destacou a relevância da linha editorial clara no meio de comunicação e citou os três mitos jornalísticos existentes, verdade-credibilidade; permanência-irreversibilidade e verossimelhança-fidegnidade

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, Rogério Christofoletti teve como foco a violação por parte de governos e empresas ao direito de privacidade dos usuários na Internet, destacou que a culpa também seria dos usuários, pela falta de interesse em ler os termos e os aceitarem, "o ideal seria que os usuários pudessem dizer o que querem e o que não querem, tivessem maneiras de participar mais dessa negociação, já que atualmente, ou ele aceita os termos de uso ou fica fora das redes sociais e sem acesso aos aplicativos".

Christofoletti destacou a importância da regulamentação do Marco Civil da Internet no Brasil que regula o uso da Internet por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres para os usuários, e a determinação de diretrizes para a atuação do Estado. O pesquisador explica que "a decisão de privacidade dos dados não deve estar nas mãos de governos e grandes corporações, deve estar nas mãos dos usuários, com as multidões, que precisa discutir e se engajar".

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