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4 de setembro de 2014 - 18h22

Pesquisador faz criticas sobre ciberjornalismo produzido no Estado

Pesquisador diz que a mídia local não têm um projeto editorial focado para internet

JÉSSIKA CORRÊA E PEDRO CENTENO
Palestra do pesquisador Walter Lima no 5º Simpósio Internacional de CiberjornalismoPalestra do pesquisador Walter Lima no 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo  (Foto: Foto: Mylena Rocha)

O pesquisador e professor da Universidade Metodista de São Paulo, Dr. Walter Teixeira Lima criticou o atual cenário do ciberjornalismo em Mato Grosso do Sul e defendeu que para mudar esse cenário é necessário que os cibermeios locais utilizem dos recursos tecnológicos potencializados pela internet. Walter Teixeira coordena a Rede Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologia Digitais que tem como finalidade estudar e promover a experimentação e criação de inovações tecnológicas digitais nos processos de captação, produção, empacotamento, transmissão e distribuição de conteúdos jornalísticos nas convergentes plataformas comunicacionais.

O pesquisador destaca que "se não aparecer nenhum site disposto a produzir notícias de qualidade, utilizando a tecnologia oferecida pela internet, os meios de comunicação continuarão produzindo esse jornalismo preguiçoso”.

Lima esteve em Campo Grande na ultima semana de agosto para participar do 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo. O professor, que trabalhou na reformulação do portal do jornal A Tribuna de Santos, acredita que dinheiro não pode ser um empecilho na melhor utilização dos recursos da internet pela mídia. “Existe uma infinidade de softwares gratuitos que podem contribuir para uma produção noticiosa mais rica e com maior qualidade”.

Para o consultor estratégico de negócios, Álvaro Vasques, os meios de comunicação até têm dinheiro suficiente para implantar novas tecnologias, mas não se interessam em fazer esse investimento. “As coisas aqui acontecem de forma atrasada. Alguém precisa começar a fazer para os outros copiarem”.

Vasques avalia os portais de notícia do Estado como uma extensão digital do impresso. “Os meios subutilizam os recursos da Internet. Eles têm uma Ferrari e colocam um motor de Fusca”. Lima Junior acredita que os jornais digitais existem somente para manter as mídias impressas visíveis na Internet. “Os meios de comunicação não tem um projeto editorial focado para o online. Muitos profissionais de outras áreas produzem ciberjornalismo de qualidade melhor do que os demais jornalistas”.

Meios em busca de atualização

O chefe de redação do ciberjornal Top Mídia News, Carlos Guessy, reconhece que a produção noticiosa da 4ª geração do ciberjornalismo pode atingir o leitor de maneira mais completa. “Trabalhar com várias plataformas, hiperlinks e infográficos deixa mais clara a informação, mas é difícil e caro implementar esse projeto”.

Guessy ainda explica que pelo Top Mídia News ser novo no mercado, o portal está em formação. “Em reuniões, os jornalistas discutiam maneiras de melhorar o site. Agora já trabalhamos com jornalismo colaborativo e planejamos lançar um aplicativo nas próximas semanas. Aumentando ainda mais a qualidade de nossas notícias”.

O 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo aconteceu na última semana do mês de agosto, nos dias 27, 28 e 29 de agosto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento teve na programação grupos de trabalho, que apresentaram pesquisas sobre a utilização das novas tecnologias em comunicação e palestras com pesquisadores de Brasil, Portugal e Espanha.

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