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6 de novembro de 2015 - 12h32

Celulares facilitam e ampliam participação em programas de TV

Smartphones conectados a internet possibilitam que os telespectadores enviem sugestões de pautas aos programas de TV e telejornais

GABRIELA GALVÃO E GABRIELLA LETÍCIA
O apresentador do Balanço Geral abre as mensagens enviadas via whatsapp ao vivo.O apresentador do Balanço Geral abre as mensagens enviadas via whatsapp ao vivo.  (Foto: Gabriella Letícia)

Os programas de televisão e telejornais adotam cada vez mais as redes sociais e aplicativos, como o  Whatsapp, para interagir com público. A tecnologia é explorada por usuários com a popularização do uso dos smartphones. No Brasil, segundo o Google, em 2010 havia 10 milhões de smartphones e hoje, este número cresceu para 93 milhões. No Mato Grosso do Sul,  programas como Balanço Geral, da TV MS Record e O Povo na TV, do SBT MS  utilizam a interação via Whatsapp e a TV Morena criou aplicativo Bem na Hora para receber fotos, vídeos e informações enviadas pelos telespectadores.

A professora e pesquisadora Inara Souza e a estudante de Jornalismo, Karina Torres analisaram a interação do público via redes sociais com o telejornal O Povo na TV, do SBT MS. Elas constataram que 18% do conteúdo do programa é feito a partir do conteúdo enviado pelo público. Segundo Inara Souza, "os jornais quando se propõem a ser populares, têm que abrir para interação com as pessoas, porque os assuntos que o jornal oferece têm que ser os que as pessoas se identificam, atendendo a demanda do que o público quer”.

A diretora do Balanço Geral, da TV MS Record , jornalista Neiba Ota, relata que o programa recebe em média 2,5 mil mensagens por dia. "Com as redes sociais as pessoas conseguem registrar cenas que a imprensa, às vezes, não consegue chegar a tempo, forçando os meios de comunicação utilizar cada vez mais imagens enviadas pelo público. Então a gente depende do nosso telespectador e é ele quem faz o programa”.

Neiba Ota acredita que as pessoas são motivadas a enviar mensagens aos programas por se identificar com o apresentador ou por ver as mensagens lidas ao vivo. Ela ressalta a importância de apurar e certificar a veracidade das informações enviadas antes de divulgar.

Segundo a aluna do mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Claúdia Ferreira, que pesquisa a participação do público no Telejornal MS Record 1ª edição pelo Whatsapp, “há muitos questionamentos quanto aos limites do que pode ou não se tornar público e existe um compartilhamento de informações muito grande por essas redes sociais. Há uma perda de controle".  Cláudia Ferreira acredita que “a participação pelo Whatsapp permite que o público também seja um emissor de conteúdo”.

O estudante de Jornalismo, Lauro Burke mandou mensagens para telejornais via Whatsapp com o intuito de melhorar a situação dos buracos no seu bairro. Para ele “quando a imprensa dá visibilidade ao assunto, os governantes são expostos e o problema é resolvido mais rápido”.

Coordenador do curso de Jornalismo da UFMS, Marcos Paulo da Silva, afirma que uso cada vez maior das redes sociais “é uma estratégia editorial e também comercial nesse momento de crise da imprensa. Assim, o jornalista é como mediador do processo de comunicação para a democratização da informação”.

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