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9 de September de 2014 - 00h25

Jornalismo colaborativo é tema de artigo no 5º Simpósio Internacional de Ciberjornalismo

Trabalho discutiu a importância e a preparação das redações na recepção de conteúdo

AMANDA BOGO E CAROLINE CARDOSO
Lima abordou sua apresentação a cobertura sobre o incêndio da boate Kiss em janeiro de 2013Lima abordou sua apresentação a cobertura sobre o incêndio da boate Kiss em janeiro de 2013

O tema “Jornalismo Colaborativo e Informação Construída por vários leitores – estudo de caso do incêndio da boate Kiss” foi apresentado pelo acadêmico de pós-graduação em Estratégia de Comunicação e Mídias Sociais, Higo da Silva Lima, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, UFERSA, no dia 28 de agosto, ultimo dia do 5º Simpósio de Internacional Ciberjornalismo.

Em sua apresentação, Lima abordou a cobertura do portal de notícias G1 sobre o incêndio da boate Kiss em janeiro de 2013. Segundo o acadêmico, a pesquisa começou com o trabalho de conclusão de curso de sua especialização. A escolha do tema foi pelo contato com Ciberjornalismo, interatividade e conteúdo transmídia nas disciplinas do curso.  

Lima acrescenta que “o jornalismo colaborativo permite ao jornalista chegar onde ele não poderia estar a partir do material colaborativo. E com isso é preciso ficar mais atento com a apuração, a veracidade, a consulta. O cidadão não passa a ser jornalista, ele continua sendo colaborador só se redefiniu a forma como ele passa a colaborar e o jornalista pode se apropriar disso para aprofundar o seu material”.

O jornalismo colaborativo é um recurso utilizado pelo veículo Top Mídia News, portal de notícias de Campo Grande. Segundo a jornalista Vanessa Ricarde, as notícias são recebidas por meio de um aplicativo de mensagens instantâneas para smartphones. O colaborador pode enviar pautas que são avaliadas quanto ao interesse para a sociedade. “Muitas pessoas acham que vão ganhar dinheiro por causa da pauta, ai já não é jornalismo colaborativo, não é assim que funciona. Mas outros estão indignados com a situação pela qual ela passou, viu, foi testemunha, então ela é uma fonte”.

Para Lima as redações ainda se preparam para receber o conteúdo colaborativo. “Algumas redações estão se apropriando disso e muitas vezes publicando esse material sem passar por uma averiguação, por um aprimoramento”.

Ricarde conta que a implementação do jornalismo colaborativo na redação foi positiva “o nosso maior resultado foi o número de acessos, que cresceu significativamente. Nossa redação ainda é nova, tem onze meses, então nós estamos começando a trabalhar para melhorar a interatividade com o nosso leitor”.

Higo da Silva Lima reflete sobre a dinâmica no uso do conteúdo. “Eu acho que ainda é um momento de muitas incertezas. O cidadão ganhou um novo espaço de cidadania a partir do momento que ele pode participar, colaborar, fiscalizar e o jornalismo está tentando ver como se apropriar disso, qual o papel dele nesse processo”.

Ricarde explica que hoje o jornalismo colaborativo é uma necessidade do jornalista atual. “É um feedback que o leitor dá. Ele envia a sugestão de pauta como um pedido para saber mais sobre aquele assunto. As vezes, várias pessoas tem o interesse no mesmo assunto, então você acaba entregando aquilo que a pessoa quer e precisa”.

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