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4 de novembro de 2014 - 16h26

Exposição retrata história de Mato Grosso do Sul nas capas do O Progresso

Jornal tem 64 anos e é um dos mais antigos do estado em atividade

AMANDA BOGO E CAROLINE CARDOSO
Capas abordaram fatos históricos de Dourados, Mato Grosso do Sul e do Brasil.Capas abordaram fatos históricos de Dourados, Mato Grosso do Sul e do Brasil.  (Foto: Letícia Bueno)

O jornal “O Progresso,” em parceira com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), promoveu uma mostra com as suas principais capas que retratam momentos históricos de Mato Grosso do Sul nos último 60 anos. A exposição foi aberta em Dourados e veio a Campo Grande, na Assembléia Legislativa e nas universidades UCDB, UFMS e Uniderp.

Segundo o coordenador do Grupo de Pesquisa “Mídia, Identidade e Regionalidade”, da UFMS, professor Dr. Mario Luiz Fernandes, que estuda a imprensa de Mato Grosso do Sul, no estado apenas três jornais estão ativos há mais de 60 anos, O Progresso, de Dourados, o Correio do Estado, de Campo Grande e o Jornal do Povo, de Três Lagoas. “O Progresso é um dos poucos jornais sexagenários no estado e isso mostra uma sobrevivência enquanto empresa, considerando o baixo índice de leitores, poucos recursos e falta de planejamento e estrutura da maioria das empresas jornalísticas”.

Fernandes destacou que mais de 60 anos da história de Dourados e de Mato Grosso do Sul foram registrados pelo jornal. “Ainda que os jornais tenham uma visão parcial dos fatos, eles possuem um papel fundamental no registro de histórias. A vida da comunidade está gravada em suas páginas, e esses fatos cotidianos não teriam qualquer outro registro público não fosse o jornal”.

O pesquisador destacou que “nos últimos 63 anos, Dourados e região passaram por incontáveis transformações e boa parte delas está contada nas páginas desse periódico ou até sofreram a interferência dele”.

A diretora executiva do jornal O Progresso, June Ângela Torres foi quem propôs o projeto. “A intenção da mostra é que as pessoas conheçam o jornal, tenham uma empatia com ele”. Segundo Torres a escolha das capas e sua digitalização foi feita pelo curso de História da UFGD.

A primeira capa foi escolhida por ser a mais marcante e noticia um pouso forçado ocorrido em Dourados. ”As outras capas foram escolhidas por relevância histórica e por curiosidade, como a que conta a história do disco voador que sobrevoou Campo Grande”. 

Algumas capas destacam a evolução da tecnologia e estrutura de Dourados, como uma de 1966, que trata do início da pavimentação da cidade, e outra de 1970, que mostra a chegada da eletricidade e da televisão ao município. A criação de Mato Grosso do Sul foi retratada na manchete de uma edição de 1977.

O artista plástico Jonir Figueiredo foi responsável pela mostra em Campo Grande. “O material veio pronto de Dourados, e a programação visual foi distribuída em ordem cronológica, com o primeiro jornal em destaque e as outras cinquenta e três capas distribuídas de modo uniforme”.

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