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15 de setembro de 2014 - 17h32

Campo Grande sedia 3ª Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul

Alunos com idade entre 12 e 17 anos com deficiência física, visual e intelectual participam da competição

ANDRÉ MOURA E LUANA CAMPOS
Paratleta realiza aquecimento antes da prova de bocha adaptadaParatleta realiza aquecimento antes da prova de bocha adaptada  (Foto: Luana Campos)

A Fundação de Desporto e Lazer do Estado (Fundesporte) realizou, entre os dias 3 e 6 de agosto, em Campo Grande, a terceira edição das Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul. A competição teve a participação de 94 atletas. Os competidores, com idade de 12 a 17 anos, portadores de deficiência visual, física ou intelectual, vieram de 51 instituições privadas e públicas de ensino.

Os alunos disputaram medalhas nas modalidades atletismo, bocha, futebol, tênis de mesa, judô e goalball. Conforme o regulamento da competição, os melhores colocados serão selecionados para a etapa nacional, que será realizada em novembro deste ano em São Paulo, capital.

O paratleta Luis Henrique Miranda, 15 anos, comenta que participou das duas primeiras edições estaduais das Paralimpíadas, na modalidade bocha adaptada. Em ambas, foi classificado para a etapa nacional. Ele afirma que competir gera benefícios que ultrapassam a prática esportiva. “Aqui a gente convive e conhece pessoas novas que às vezes têm a mesma limitação que a minha. Além de competir, a gente socializa também”.

Miranda explica como conheceu o bocha e como sua vida mudou depois que começou a praticar o esporte, há três anos.

A paraesportista do projeto Lagoa Maior de Três Lagoas, Taís Fernanda de Lima Constantino, 16, começou a treinar atletismo e bocha adaptada há cinco meses. Ela garante que sua mobilidade melhorou depois que a prática de esportes foi incorporada à sua rotina.

O treinador Roney Ferreira de Araújo foi quem convenceu Taís Constantino a participar da competição. Ele explica de que forma os atletas são escolhidos nas escolas para praticar determinado esporte e a adaptação do treinamento conforme a deficiência.

O professor de educação física Antônio Pietramale, de Dourados, treinou 10 atletas que participaram desta edição das Paralimpíadas. Segundo ele, o trabalho mostra resultado quando há mudanças na qualidade de vida dos alunos com deficiência que praticam esportes.

A quantidade de alunos que participaram da 3ª Paralimpíadas Escolares de Mato Grosso do Sul diminuiu em comparação com as edições anteriores. O diretor geral dos jogos paralímpicos da Fundesporte, professor Levy Britto Coutinho, explica que esta redução é resultado de decisões do Comitê Paralímpico Brasileiro e suas normas. Conforme Britto Coutinho, atletas de classificações funcionais diferentes tiveram que competir como se fossem da mesma classe.

 

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