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17 de outubro de 2014 - 08h02

Atletas conciliam rotina profissional com esporte amador

Esportes pouco conhecidos têm competições marcadas em Campo Grande para o fim de ano

JÉSSIKA CORRÊA E PEDRO CENTENO
As três faces de Ana, a trabalhadora, a atleta e a fisiculturistaAs três faces de Ana, a trabalhadora, a atleta e a fisiculturista  (Foto: Pedro Centeno)

O fisiculturismo e o futebol americano são dois exemplos que reúnem adeptos de todas as idades. Praticante do fisiculturismo, Ana Paula Leite é funcionária do Ministério Público Estadual (MPE) e se prepara para o 2º Open Fronteiras, competição que acontece na Capital no dia 8 de novembro. Por praticar o esporte de forma amadora, ela trabalha das 8h às 17h e treina após o expediente.

Por ser uma prática não remunerada, o esporte amador exige sacrifícios, como a disponibilidade de tempo e a falta de incentivos. Leite relata sobre esses empecilhos. “Se manter na dieta é o mais difícil. Além de ficar longe dos amigos e da família, os custos também são complicados. O Fisiculturismo não é muito reconhecido e valorizado aqui no Estado. Competi apenas duas vezes e já foi o suficiente para sentir as dificuldades”.

A fisiculturista conseguiu apoio de uma loja de suplementos, de uma academia e o acompanhamento gratuito de uma nutricionista, o que fez com que as despesas diminuíssem. A atleta afirma que faz sacrifícios pelo fisiculturismo. “Eu vou à academia há dez anos e sempre acompanhei os fisiculturistas. Eu faço tudo isso por minha satisfação pessoal, somente isso”.

Felipe Alves também é adepto do esporte amador. Ele estuda Educação Física e é atleta do Campo Grande Cobras, time de futebol americano da Capital. Alves detalha como foi o preparo para o jogo realizado no último dia 18, no qual o Cobras venceu o Jacarés do Pantanal por 33 a 26. “Tenho o hábito de treinar nas noites de terças e quintas, logo depois da faculdade, e nas tardes de sábado e domingo". Alves revela que tem uma rotina puxada. “Particularmente, os fins de semana são bem cansativos. Frequento uma igreja batista, tenho ensaio e treino. Tento conciliar a igreja com os treinos, viagens e eventos do time, mas nem sempre é possível”.

O Campo Grande Cobras não tem patrocínio. As despesas para participar das competições são custeadas pelos atletas. “Este ano em particular foi onde gastei mais dinheiro, tive que arcar com alimentação, transporte nas viagens, mensalidade do time, equipamentos, etc. Penso que gastei entre R$ 1,2 e R$ 1,5 mil”. Os gastos e a rotina não farão ele parar. “É um esporte que gosto, fiz vários amigos e vejo que vou praticar por um bom tempo”.

Opinião de profissional

O treinador de musculação Carlos Chudechi coordena a equipe de fisiculturismo do Centro de Treinamento para Atletas (CTA) e relata as dificuldades dos atletas amadores. “Os principais problemas são o estresse mental e o cansaço físico”. O treinador explica que as lesões ocorrem pela falta de orientação. Ele aconselha os atletas amadores a terem acompanhamento profissional. “O atleta precisa programar corretamente a periodização de treinos. É bom ter o acompanhamento de um nutricionista e um bom médico para seguir seus exames clínicos”.

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