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10 de dezembro de 2015 - 19h17

Equipe de Kart é destaque no cenário nacional na modalidade 'Endurance'

Equipe formada por pai e filho foi bi-campeã das 500 Milhas de Londrina, uma das provas mais disputadas do país

ISABELA HISATOMI E JACQUELINE GONÇALO
Carro completo custa em média R$ 200 milCarro completo custa em média R$ 200 mil  (Foto: Isabela Hisatomi)

A equipe sul-mato-grossense de Kart NC Racing obteve o melhor aproveitamento na categoria Endurance. A última vitória dos pilotos Nilson Ribeiro e José Ribeiro Cintra foi a prova 500 Milhas de Londrina. A prova, considerada uma das competições mais disputadas do país, aconteceu no dia 28 de novembro de 2015.

A edição 2015 terminou pelo tempo limite de duração, após sete horas da largada. A equipe, formada por pai e filho, se tornou bicampeã, por ter vencido em 2012. 

(Foto: Isabela Hisatomi)O interesse da família pelo esporte começou nas pistas amadoras que foram instaladas no Shopping Campo Grande em meados dos anos 1990.  Segundo José Ribeiro, esta é uma prática esportiva de "gente grande", os principais desafios são o alto custo para competir e a falta de patrocínio.

De acordo com Nilson Ribeiro a prática do esporte tem problemas burocráticos no estado, como gerenciamento do autódromo e custos dos eventos. Por  se tratar de uma categoria esportiva sem espaço na grande mídia, o kart não atrai patrocínio empresarial, pois ainda não alcançou uma popularidade satisfatória.

Segundo José Ribeiro, o custo de um carro preparado para Endurance chega a R$ 200 mil. O carro e o chassis são fabricados no Brasil e algumas peças, como câmbio e motor, são importadas. “No automobilismo, o retorno financeiro vem do patrocínio, da satisfação do patrocinador com o resultado, aparecer na televisão. É uma parceria. Corrida com premiação em dinheiro, só nos filmes”. 

No Estado há autódromos capazes de receber eventos automobilísticos desse porte, mas a organização depende das equipes e associados. José Ribeiro explica que os pilotos pagam uma mensalidade para o autódromo e ainda fazem a manutenção. "Dificilmente o governo ajuda. O dinheiro vai para esportes com mais visibilidade, como futebol".

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