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8 de setembro de 2014 - 16h34

Campeonato Brasileiro de Futsal para Cegos terá representante de Mato Grosso do Sul

A equipe do ISMAC se classificou e joga em São Paulo pela série B

ERIKA ESPÍNDOLA E YASMIN REZENDE
O instrutor Luís Ávila no treino técnico da equipe de futsal para cegos do IsmacO instrutor Luís Ávila no treino técnico da equipe de futsal para cegos do Ismac  (Foto: Erika Espíndola)

O Instituto Sul-Matogrossense para Cegos “Florivaldo Vargas”, Ismac, é um dos classificados para o Campeonato Brasileiro de Futebol de 5, ou Futsal para Cegos, realizado pela Confederação de Desportos de Deficientes Visuais, que acontecerá entre 9 e 14 de setembro em São Paulo. A vaga para disputa pela série B veio por meio da conquista do terceiro lugar no Campeonato Regional Centro-Norte, no mês de abril, em Campo Grande. 

O professor de educação física e técnico da equipe, Luís Ávila, trabalha com atletas cegos desde 1998 e explica que “o Instituto foi fundado em 1957, mas o esporte começou em 1974. Desde 1974 o Instituto disputa diversos campeonatos nas modalidades que ele oferece além do futebol, como o atletismo”.

O time do Ismac tem atletas que nasceram deficientes visuais e outros que perderam a visão na infância ou adolescência. O técnico em informática e jogador Sandro Silveira, de 40 anos, joga futsal desde os 13 e perdeu a visão aos 15 anos de idade. Silveira recentemente chegou de Cuiabá para fazer parte do time de Campo Grande e diz “já joguei pelo Brasil todo. Fui criado em Belo Horizonte e joguei também no time de lá. Disputei o mundial na Espanha com a seleção brasileira e fomos campeões! Trabalho com informática, mas gosto mesmo é de jogar bola”.

A acessibilidade para atletas ou cidadãos em geral com deficiência física e visual foi tema de uma pesquisa de estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles usaram como exemplo o parque Lúdio Coelho Filho, Parque Itanhangá. Segundo o documento “Parque Itanhangá e acessibilidade às pessoas com deficiência física e visual”, foi constatada a ineficiência do poder público em relação às atividades de lazer e esporte.

Para o engenheiro ambiental e aluno de mestrado em tecnologias ambientais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Adriano Ferraro "todos os estabelecimentos, sejam públicos ou privados, precisam ser planejados  e construídos visando à acessibilidade. O que acontece com frequência é, depois de pronto, o dono do local quer reformar instalando uma rampa aqui, um corrimão ali. É até economicamente melhor já planejar o local e construir com algumas adaptações já."

Luís Ávila falou sobre as parcerias entre o Ismac, UFMS e Coopertáxi.

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