CAMPO GRANDE19º MIN 26º MAX
Primeira Notícia UFMS
  sexta, 22 de setembro de 2017
 
13 de junho de 2014 - 21h50

Álbum de figurinhas da Copa reúne colecionadores em Campo Grande

Cerca de 8,5 milhões de pessoas colecionam o álbum de figurinhas no Brasil neste ano

HANNAH MARQUES E VINÍCIUS ROCHA
Ponto de troca e confraternização dos colecionadores do álbum de figurinhas da CopaPonto de troca e confraternização dos colecionadores do álbum de figurinhas da Copa  (Foto: Vinícius Rocha)

O álbum de figurinhas atrai de crianças a adultos todo ano de Copa do Mundo. Em Campo Grande, um grupo de colecionadores se encontra todos os fins de semana e feriados para trocar cromos repetidas com outras pessoas. A venda das figurinhas agrada os comerciantes da Capital.

A vendedora de uma loja de produtos infantis, Adrielly Nouvaes, afirma que as vendas melhoraram, “começamos a vender álbuns e figurinhas da Copa este ano e ficamos surpresos, porque no mesmo dia que chegaram os produtos saíram rapidamente”. Na mesma loja, alguns clientes chegaram a gastar R$ 400 em compras de cromos. “Eles se empolgam, e como muitas são repetidas, eles compram mais”.

Segundo estimativa da fabricante oficial do álbum da Copa, a empresa Panini, única licenciada pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), são 8,5 milhões de colecionadores no Brasil. 

O álbum custa R$ 5,90 e a versão em capa dura chega a R$ 24,90. O pacote com cinco figurinhas vale um real. No total, são 649 cromos distribuídos em 80 páginas.

Outra forma de obter novos cromos é trocar as repetidas com outros colecionadores. Em Campo Grande, um grupo reúne-se na Avenida Mato Grosso esquina com a Ceará nos sábados, domingos e feriados, a partir das 8h.

O assistente administrativo e colecionador há 16 anos, Fabrício Cruz, revela que além da troca de figurinhas, aprecia as amizades formadas nas reuniões, “a confraternização possibilita conhecer novas pessoas e não tem diferença de raça, cor ou idade, todo mundo se une para trocar figurinhas”.

O estudante de engenharia Kauê Neife, que começou a colecionar por incentivo do pai em 2002, garante que quem vai aos pontos de trocas, gasta de R$ 130 a R$ 150 para completar o álbum.  Ele ainda revela que existe um comércio paralelo de figurinhas, “tem alguns que vendem figurinhas avulsas, e até por um valor mais caro que o encontrado nas bancas”.

Durante os encontros, os colecionadores levam caneta e papel para controlar as figurinhas que faltam e as que possuem. Um outro modo de fazer esse controle de forma mais eficaz é pelo aplicativo “Figurinhas – Mundial 2014” para dispositivos móveis. Ele disponibiliza ao usuário verificar os cromos que possui, os repetidos e os que faltam.

Kauê Neife afirma que algumas figurinhas são mais difíceis de encontrar, “procurei em toda a cidade, mas não achei a figura 413, que é o time da Argentina”.

O diretor-presidente da Panini no Brasil, José Eduardo Severo Martins, justifica esta dificuldade, “Não existe figurinhas mais raras, mas como são produzidos mais cromos comuns que cromos brilhantes, dá a impressão de que são mais difíceis de achar”.

O primeiro álbum da Copa foi lançado no mundial do Brasil em 1950 e naquela época as figurinhas eram coladas com cola branca ou goma arábica. A partir do campeonato do México em 1970, os álbuns começaram a serem fabricados pela empresa italiana Panini. Desde 1974, elas são autocolantes. Em 2014, 110 países receberam o álbum oficial.

A Panini e a Fifa relançaram mais 71 figurinhas neste mês, com jogadores que ficaram de fora da primeira lista de convocados de cada seleção. Os novos cromos são vendidos em um kit único no valor de R$ 10,50. Para conferir a lista de jogadores clique aqui.


COMENTÁRIOS
 © Copyright 2017 Primeira Notícia