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4 de fevereiro de 2016 - 16h28

Três cursos da UFMS alcançaram nota máxima no Enade 2014

Os resultados compõe índices que medem a qualidade de cursos e instituições de Ensino Superior

ERIKA RODRIGUES E GISLLANE LEITE
UFMS teve três cursos com nota máximaUFMS teve três cursos com nota máxima  (Foto: Gisllane Leite)

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgou as notas do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade), que avalia o desempenho dos estudantes, suas habilidades e competências, em relação ao conteúdo programático do Ensino Superior. A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) registrou três cursos com nota máxima. Engenharia de Produção, campus de Campo Grande,  Licenciatura em Matemática, campus de Três Lagoas e Engenharia Florestal, campus de Chapadão do Sul receberam a maior nota, cinco.

A avaliação do INEP foi divulgada em dezembro de 2015, referente aos exames aplicados em 2014. Os cursos que receberam notas entre as faixas cinco e quatro fazem parte do grupo de excelência, estão dispensados de avaliação do Ministério da Educação (MEC) e podem abrir novas vagas. A faixa três é considerada como regular, notas dois e um são consideradas inadequadas. O curso que recebe a nota mínima deve justificar o resultado para o MEC e pode ser impedido de abrir novas vagas.

A estudante de Veterinária, Stéfani Santana, participa do movimento estudantil Rua que atua nas universidades. Ela afirma que nacionalmente o movimento é contra ao Enade e por isso organiza boicotes aos exames. “A proposta do Enade é fazer um ranking das universidades, como se resolvesse o problema da Educação. E as universidades que tiveram  baixa pontuação, em vez de receber  mais aporte do Governo, recebem penalidades. Acreditamos que o que tinha que ser debatido seriam mais recursos. É necessário reservar os 10% para a Educação e focar na universidade pública, ao invés de investir em universidades particulares. Então, teria que se pensar em investir em assistência estudantil, aumentar concursos para professores, planos de carreira”.

O curso de graduação em Jornalismo da UFMS participou do grupo de cursos avaliados em 2015, que terão o desempenho divulgado no final de 2016. O coordenador do curso, Marcos Paulo da Silva, diz que "o Enade, historicamente, vem sendo fruto de boicotes e críticas dos alunos, que muitas vezes preferem não fazer por não concordar com este tipo de avaliação, mas como quem é avaliado é o curso e não o aluno, o curso pode ser punido por isso". Ele afirma que além da prova há outros indicadores avaliados para a atribuição do Conceito Preliminar do Curso.

A UFMS obteve notas quatro e cinco na média geral, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) aparece na faixa três, quatro faculdades particulares do Estado também aparecem na faixa quatro. A estudante de Jornalismo, Maitê Campos, diz que não acha o exame eficiente, “primeiro pelo estilo de prova, uma prova obrigatória e muito extensa. Foi uma prova cansativa, as questões estavam muito extensas. Algumas eram muito subjetivas e dispersava do objetivo da prova, que seria avaliar o conteúdo”.

A acadêmica de Jornalismo, Juliana Peruchi achou que havia muitas questões abertas para pouco tempo. “Tinha também muito pouco espaço, tínhamos que escrever uma matéria em 15 linhas. A gente colocava uma fonte e não conseguia completar a matéria, se aprofundar nela”. Ela afirma que a parte prática não foi  avaliada. “Tirando a matéria que a gente fez, a prova era teórica. A maioria  era pergunta aberta. Não deu para mostrar o que a gente sabia”.

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