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7 de outubro de 2014 - 16h19

Feira de Ciência e Tecnologia fomenta pesquisa entre estudantes

Pesquisas realizadas por estudantes do ensino médio e fundamental foram expostas no Armazém Ferroviário em Campo Grande

BÁRBARA DE ALMEIDA E NATÁLIA MORAES
O evento aconteceu simultaneamente em várias cidades do Estado, entre elas Campo Grande.O evento aconteceu simultaneamente em várias cidades do Estado, entre elas Campo Grande.  (Foto: Natália Moraes)

Estudantes do Ensino Médio e Fundamental de Mato Grosso do Sul tiveram oportunidade para divulgar os seus projetos de pesquisa na Feira de Ciência e Tecnologia, Fecintec. Projetos como "umidificador caseiro", "revitalização do Parque Sóter", entre outros, ficaram expostos no Armazém Ferroviário entre os dias 25 e 27 de setembro.

A Feira é realizada pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, IFMS e teve a participação de escolas municipais do Estado. Pela primeira vez o evento aconteceu simultaneamente em várias cidades, entre elas Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Ponta Porã e Três Lagoas. Participaram trabalhos de estudantes do ensino fundamental, médio e técnico integrado, provenientes de escolas públicas ou privadas.

A coordenadora da Feira, professora Marilyn Matos, comenta que este tipo de evento é importante para o Estado. Para ela, os conhecimentos científicos adquiridos pelos estudantes são instrumentos positivos para serem usados em sala de aula.

Para a química Régia Avancini, a Feira aumenta a motivação do estudante para entrar na pesquisa cientifica. Dessa forma “o estudante socializa o resultado de suas pesquisas na área de ciência e tecnologia e, com isso, resolve problemas emergentes na sociedade”.

Régia Avancini explica que a participação no evento desenvolve a autonomia intelectual da população. “A Feira desenvolve a iniciação cientifica no Estado. Para participar delas, o estudante precisa ter ideias na área, sistematiza-las, transforma-las em projetos, executar tais projetos, colher os resultados e ainda analisá-los para, somente após esse trâmite, divulgar os resultados cientificamente para a sociedade”.

Ao todo, 311 projetos foram selecionados para exposição nos sete municípios participantes. As pesquisas foram desenvolvidas nas áreas “humanas e sociais aplicadas”, “ciências biológicas e da saúde”, “exatas e da terra”, “engenharias e ciências agrárias” ou "multidisciplinares".

Professores e pesquisadores das instituições de ensino participantes avaliaram os trabalhos que concorreram à premiação do evento. Os primeiros colocados serão credenciados para a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul, Fetec/MS, ou para a Feira Brasileira de Ciências e Engenharias, Febrace, o que depende da cidade de origem do trabalho.

Os estudantes Gustavo Gonçalves, Aleksander Rego e Pedro Domingues, escolheram a área das ciências biológicas. Eles desenvolveram uma pesquisa para a revitalização do Parque Sóter, em Campo Grande/MS. Os três são estudantes da Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues.

A equipe de Gonçalves recebeu três prêmios na Fecintec, um deles a credencial para exporem o trabalho na Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências no Mato Grosso do Sul.

História

A Rede de ensino Científico e Tecnológico no Brasil completou 105 anos no dia 23 de setembro. A data marca a assinatura do Decreto nº 7.566/1909, quando o presidente da República, Nilo Peçanha, criou 19 escolas de aprendizes artífices no Brasil.

Criadas para oferecer ensino profissional gratuito, as escolas deram origem à Rede Federal, atualmente formada por 38 Institutos Federais, dois Centros Federais de Educação Tecnológica, Cefet, 24 escolas técnicas vinculadas a Universidades Federais, a Universidade Tecnológica do Paraná, UTFPR e o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Nos últimos 12 anos, o número de instituições de ensino ligadas a Rede Federal passou de 140 para 562. No Mato Grosso do Sul, existem sete câmpus em funcionamento, localizados em Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

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