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  quarta, 20 de setembro de 2017
 
24 de janeiro de 2017 - 15h43

Preço de combustível sobe 8% em dois meses nos postos de Campo Grande

O aumento é consequência de uma decisão tomada pela diretoria da Petrobrás e prejudica empresários e a população

JADE AMORIM E HELIO LIMA
Pagamento no cartão de débito ou à vista o consumidor consegue cerca de R$0,10 de desconto por litro.Pagamento no cartão de débito ou à vista o consumidor consegue cerca de R$0,10 de desconto por litro.  (Foto: Hélio Lima)

A gasolina comum nos postos de combustível em Campo Grande teve aumento de, aproximadamente, 8% nos últimos dois meses. Os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em janeiro deste ano, revelaram que a gasolina é vendida a 30 centavos a mais em relação ao valor constatado na pesquisa anterior, realizada em novembro de 2016, que tinha um custo de até R$ 3,39. O aumento teve consequências nos setores da economia estadual.

A vendedora de roupa Aline Andrade faz atendimento domiciliar e afirma que "alguns clientes moram muito longe e nem sempre compram os produtos. O aumento do valor da gasolina fez com que eu passasse a ter mais gastos com a locomoção, tanto que tem algumas clientes que eu ando preferindo ir de ônibus fazer as visitas". 

O empresário Leandro Almeida, 33 anos, é dono de uma transportadora e explica que, com o aumento do valor do combustível, o custo operacional sobe e, consequentemente, o produto comercializado precisa ter seu valor reajustado. "Muitos pequenos empresários não suportaram esses aumentos".

De acordo com o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), Edson Lazarotto "o aumento é consequência da nova política do governo Temer (PMDB), que optou por não interferir nas decisões tomadas pela cúpula da Petrobrás, que decide o aumenta ou a redução do valor do combustível de acordo com as variáveis econômicas". Na última vez que a diretoria da Petrobrás se reuniu, no dia cinco de janeiro, decidiu pelo aumento do óleo diesel e a manutenção do preço da gasolina.

A fiscalização dos postos de combustíveis é feita pela ANP e pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). A superintendente para Orientação e Defesa do Consumidor do Procon, Rosimeire Cecília da Costa explica que o Procon tem convênio com a Agência Nacional do Petróleo, e que essa parceria promove uma "Força Tarefa" com fiscais oriundos de Brasília para verificar irregularidades. Em 2016, foram seis ações dessa "Força Tarefa", uma na capital e cinco no interior do estado.

Em agosto de 2015, 38 postos de combustível da capital foram notificados pelo Procon por suspeita de aumento excessivo. Os estabelecimentos tiveram que enviar ao órgão fiscalizador um documento que especificava o valor da gasolina vendida nos últimos três meses e os motivos para a elevação brusca de preços nas bombas. De acordo com a superintendente, o processo ainda não foi julgado. "No momento estamos com os 38 processos tramitando na justiça, enquanto aguardamos os postos apresentarem suas defesas".

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