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19 de November de 2015 - 15h32

Natal deve movimentar economia 18,6% menos que em 2014

Pesquisa da Fecomércio indica que serão gastos mais de R$ 170 milhões, números que recompõe as perdas de 2015

BRUNA KASPARY E LARISSA PESTANA
Fim de ano aumenta o movimento do comércioFim de ano aumenta o movimento do comércio  (Foto: Bruna Kaspary)

A inflação no Estado se aproxima dos dois dígitos neste fim de ano, a população procura alternativas para reduzir os gastos com itens de lazer, presentes e produtos supérfluos. O cenário indica que o Natal, época que, normalmente, é a mais lucrativa para o comércio, será cerca de 18% menos rentável que no ano anterior, segundo dados do IPF-MS.

De acordo com o uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS (IPF/MS)  os sul-mato-grossenses devem gastar quase R$ 175 milhões com presentes, itens para a ceia natalina, viagens e até diversão. Ainda conforme a pesquisa, os presentes comprados pela população terão em média o custo de R$ 135, e mais da metade dos entrevistados deverão comprar no máximo dois presentes.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecormércio-MS), mesmos com os R$ 2,67 bilhões injetados na economia do Estado, os números devem continuar negativos. A maior parte desse valor será utilizado para o pagamento de contas atrasadas. A procura pelos presentes natalinos nos centros comerciais das cidades é o que movimentará a economia, nas lojas populares os preços são mais acessíveis e incentivam os consumidores.

Natal é alternativa para economia reagir

De acordo com o economista Michel Bastos, durante todo o ano houve uma grande queda nas vendas, e o Natal pode ser o período em que os comerciantes poderão recuperar as perdas. "Não vai ser um crescimento muito grande, por conta do nosso cenário nacional, mas pode ser um respiro para o comércio". Ele ainda lembra que no decorrer do ano, a queda nas vendas chegou a 30%, e o costume de comprar presentes deve ajudar a movimentar mais dinheiro, principalmente, na região central da cidade.

Bastos alega também que a melhora da economia e a alta nas vendas durante o período natalino são incertos, pois o balanço do quanto será vendido é posterior à data.

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