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  Sunday, 22 de April de 2018
 
3 de December de 2015 - 18h39

Grupos do Facebook auxiliam microempreendedores nas vendas

Divulgação e maior interação com o cliente são as vantagens ao se utilizar um grupo de comércio

STEFANNY VEIGA E VIVIAN CAMPOS
Os grupos de comércio facilitam a venda imeadiata e a interação entre os membrosOs grupos de comércio facilitam a venda imeadiata e a interação entre os membros  (Foto: Reprodução Facebook)

Microempresários campo-grandenses aumentaram suas vendas depois que começaram a utilizar o Facebook como meio para divulgar seus produtos e serviços. A ferramenta utilizada para divulgação e negociação dos produtos ou serviços alcança um número significativo de pessoas, para isso é preciso utilizar  estratégias de marketing. Segundo o especialista no assunto, Kenneth Correa o  que garante o sucesso do empreendimento é o diferencial oferecido. O mercado de consumo na internet tem crescido no Brasil como mostra a pesquisa realizada pela E-bit, empresa que avalia a satisfação dos consumidores na internet, no primeiro semestre de 2015, 17,6 milhões de brasileiros compraram algum produto pela rede.

A microempreendedora e criadora do grupo fechado no Facebook, Comércio Delas, Vivian Jorge, começou seus negócios com a venda de vários tipos de produtos na faculdade. “Eu usava um brinco, um colar e as pessoas elogiavam, aí eu comprava um igual e vendia para ela”. Vivian Jorge comenta que o grupo tem o objetivo de reunir todas as suas clientes da faculdade em um espaço só. “Eu tive a ideia de centralizar essas pessoas em um lugar só e foi quando eu criei o Comércio Delas, que seria para elas, para as meninas das minhas vendas, aí na primeira semana eu pedi para as pessoas adicionarem as amigas delas, em uma semana tinha 500 pessoas, em um mês tinha 1800 e hoje tem 52 mil pessoas”.

Vivian Jorge vende bolsas em sua loja e pelo Instagram

Vivian Jorge comercializava diversos produtos na faculdade e nos grupos de comércio, para a microempreendedora, era necessário focar em um segmento de vendas. “Comprei um porta-maquiagem, paguei 30 reais e vendi no comércio delas por 60. No mesmo dia, eu voltei e comprei duas caixinhas, voltei, fiz isso quatro dias e no quarto dia eu estava com 600 reais. Eu peguei esse dinheiro e comprei 13 bolsas para revender, foi daí que eu comecei, meu pontapé inicial”.

A microempreendedora começou a utilizar outras redes . “Inventaram o Instagram, achei que era mais rápido para vender, postava foto lá e já fechava o negócio, então e meu perfil começou a dar muito certo e as vendas começaram a ser 80% dele”. Com o crescimento do negócio pelo Instagram, Vivian Jorge abriu uma loja física e parou de anunciar no grupo que criou no Facebook.  “Doei o comércio delas para as mulheres começarem assim como eu comecei, não uso mais para as vendas, porque eu só vendo pelo Instagram hoje, onde tenho 105 mil seguidores.”

A cabeleireira Aline da Silva também percebeu a diferença ao divulgar seu serviço nos grupos do Facebook. “Eu publico lá a minha propaganda, as pessoas veem e me procuram para fazer o cabelo. Quem gosta me indica e aí vai aumentando cada vez mais os meus clientes”.

A cabeleireira comenta que seus atendimentos aumentaram após suas publicações. “No começo estava desanimada, porque atendo em casa, não é um salão montado, então eu comecei a postar no Facebook, no meu perfil e nos grupos onde muita gente vê e o lucro aumentou em 80%”. Aline Silva ressalta que é importante passar confiança ao cliente pelas redes sociais. “Sempre escrever aquilo que for verdade, nada de enrolação, ser o mais honesta possível”.


 

O fundador e diretor de tecnologia da Gestão Ativa, empresa de marketing e tecnologia, Kenneth Côrrea comenta que as redes sociais são uma ótima ferramenta para um microempreendedor, pois a conta no Facebook ou no Instagram por exemplo são gratuitas, é necessário um investimento mínimo. “O conteúdo do Facebook que você posta não aparece para todo mundo, se você não colocar um investimento mínimo, o seu resultado é muito ruim”. 


Kenneth Côrrea dá as dicas para quem deseja começar um negócio nas redes sociais. “A primeira coisa que, extremamente importante, é conhecer o seu produto ou seu serviço e/ou a equipe que vai prestar esse serviço, para que você saiba qual o seu diferencial. Você tem que ter muito claro o que faz melhor que alguém, senão não faz sentido abrir a empresa”. Côrrea destaca que os microempreendedores dos grupos de comércio no Facebook devem, além de divulgar a marca da empresa, interagir com os membros. “Você consegue, às vezes, criar uma reputação legal com a marca se participar, interagir e agregar valor nesses grupos.Imagine que você trabalha em um segmento que arrume celulares e você está em um grupo que discute celulares e alguém aparece lá com um problema, então você o ajuda a resolver e assim vão olhar o seu perfil". 

Diretor de tecnologia, Kenneth Côrrea

Segundo Côrrea, é  importante também conhecer o tipo de público consumidor do produto ou serviço lançado. “Comece a estudar o comportamento e os atos desse público, assim você começa a entender que horas que essa pessoa usa as redes sociais e se eu for fazer um site, o que essa pessoa vai ter que encontrar de informação".

Para os microempreendedores que possuem o espaço físico, nunca anunciaram seus produtos ou serviços no espaço virtual, Côrrea aconselha que essas empresas também tenham um próprio site instalado e foquem em uma das redes sociais. “Comece devagar, escolha uma rede e mande bem nela, produza um conteúdo legal, que as pessoas vão gostar e ter vontade de clicar no botãozinho de compartilhar. Não é só curtir não, porque curtir qualquer coisa a gente curte, mas para você compartilhar na sua timeline, tem que ser um conteúdo excepcional”.

 

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