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DIA DAS CRIANÇAS

Dia das Crianças registra aumento de 26% na movimentação financeira em Campo Grande

O número de endividados em setembro de 2018 apresentou queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado na capital

Jean Celso, Jhayne Lima e Leticia Marquine, de Campo Grande11/10/2018 - 12h49
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O Dia das Crianças vai movimentar R$ 37,24 milhões em Campo Grande em outubro deste ano, de acordo com pesquisa de intenção de consumo realizada pela Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Desses, cerca de 68% (R$ 25 milhões) serão destinados à compra de presentes e 32% (R$12 milhões) a comemorações, equivalente a um aumento do gasto médio em 7,70% e 23,11%, respectivamente, em relação ao ano passado.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), desde abril de 2018 houve um acesso acrescente ao crédito em Campo Grande. Em setembro deste ano, 59,4% da população estava com potencial de consumo e poder de compra. O percentual de pessoas sem condições de pagar suas contas apresentou queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o levantamento, há um cenário econômico favorável para compras no Dia das Crianças.

O analista da Fecomércio-MS, Anderson de Assis Costa explica que a diminuição do número de inadimplentes afeta diretamente o cenário de compras do Dia das Crianças e, posteriormente, no Natal. “As pessoas não querem se endividar, então tendem a comprar em dinheiro para começar o ano sem dívidas. Nós não estamos em uma atual conjuntura favorável, então tem bastante gente insegura no emprego e querem começar do zero o ano que vem".   

Segundo a professora do curso de Tecnologia em Processos Gerenciais da Escola de Administração e Negócios (Esan) na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Christiane Pitaluga o mercado tem adotado estratégias de marketing para elevar o volume de vendas e atrair mais os clientes. Desde março deste ano o Banco Central, manteve o valor da taxa Selic em 6,40%. De um ano para outro, a taxa registrou queda de 1,75%. A redução da taxa Selic estimula a movimentação da economia, os juros menores proporcionam crédito mais acessível e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. 

A professora afirma que o fator nível de confiança por parte dos consumidores está atrelado à situação econômica do país. “As taxas de juros de um ano para cá vieram em quedas paulatinas e constantes e isso inspira e dá um certo nível de confiança para que o consumidor possa realizar suas compras com um pouco mais de tranquilidade”.

A pesquisa de intenção de consumo da Fecomércio-MS mostra que, mesmo com resultados otimistas para o setor das finanças, o número de pessoas que tendem a comprar presentes na data caiu 1,1 pontos percentuais em relação ao ano passado. Os lojistas devem ter cautela com o desenvolvimento de estratégias para atrair o consumidor. 

Para Marcio Cordeiro, o bom atendimento interfere na hora da compra (Foto: Jean Celso)

 

O vigilante Marcio Cordeiro é pai de três crianças e todos os anos compra presentes para os filhos no Dia das Crianças. Cordeiro afirma que a qualidade do atendimento nos estabelecimentos do centro de Campo Grande influencia diretamente em sua decisão de compra. “Mesmo se for mais barato, o que vale é o modo de atendimento. Se eu for mal atendido, pode ser barato, pode ser de graça, eu deixo as compras e vou embora”.

A economista e analista técnica do Sebrae/MS, Vanessa Schimidt explica que três fatores são fundamentais para o cliente na hora da compra, preço, qualidade e atendimento. Para ela, os lojistas precisam preparar-se para oferecer uma boa experiência ao consumidor. “É importante que esse lojista primeiro mantenha o funcionário motivado e que ele capacitado para que ele conheça o produto, porque para que ele consiga fazer a venda com maior valor agregado para o cliente, ele precisa conhecer as características técnicas do produto". 

O proprietário de uma loja de brinquedos no centro da capital, Danilo Acorse afirma que a data é responsável por um crescimento de 40% nas vendas em relação aos outros meses do ano. A loja está desde setembro com estratégias para atrair e receber os consumidores no dia das crianças. “Nós nos antecipamos um pouquinho e realizamos no mês passado um saldão que se encerrou no dia 30, mas alguns produtos vão até o dia das crianças. Trabalhamos também com a divulgação nas mídias complementares para aparecer nesse momento que é uma das datas mais importantes para nós”.

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