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Desemprego na capital aumenta a busca por renda alternativa

Taxa de desemprego aumentou em 8,4% em Mato Grosso do Sul, o que fez aumentar o número de vendedores ambulantes no centro da capital

Heloísa Carvalho, Maria Paula Garcia e Paula Navarro, de Campo Grande31/05/2018 - 00h04
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A alta taxa de desemprego provocou o aumento no número de vendedores ambulantes que ocupam calçadas de Campo Grande para a venda de mercadorias. O desemprego é um dos motivos que impulsiona o comércio informal e descontrolado na capital. Conforme dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), são cadastrados 350  vendendores ambulantes na área central, dentre eles estão os pipoqueiros, raizeiros e vendedores de algodão doce. A fiscalização acontece regularmente de acordo com a Lei 2.909/1992 que institui o Código de Polícia Administrativa.

Segundo o secretário Municipal da Semadur, José Marcos da Fonseca, os vendedores são proibidos por lei comercializar nos logradouros públicos. “O que nós orientamos é que eles fiquem em praças e locais adequados e que não tragam problemas para o fluxo dos pedestres, principalmente nas calçadas. Também orientamos para que eles não atrapalhem a sinalização ou qualquer outro estabelecimento comercial que esteja ali na proximidade”. O secretário reforça que existe uma tolerância para os pipoqueiros, vendedores de algodão doce e os raizeiros, pessoas que comercializam ervas medicinais e explica como funciona o cadastramento. 

Fonseca esclarece que os vendedores que descumprem a Lei são multados. “A gente chega e solicita que o vendedor saia, e caso ele desobedeça, a mercadoria é apreendida. Para que ele tenha seus produtos devolvidos, o vendedor tem que pagar uma multa que está estabelecida no próprio Código de Polícia Administrativa”. Ele ressalta que o desemprego é um dos principais motivos desse tipo de comercialização. “As pessoas estão ali nas ruas por que é a oportunidade que se tem no momento”.

O vendedor de panos de prato, Wanderson Ferreira relata que trabalha há nove anos nas ruas da capital e explica que a fiscalização diminuiu e que o cadastramento é inexistente.

O novo relatório divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que o desemprego aumentou 0,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao último trimestre do ano passado. A população desocupada cresceu para 13,4 milhões de pessoas. Outro dado informado pela pesquisa é a queda de 1,7% no número de indivíduos empregados com Carteira de Trabalho assinada, o que eleva a 32,7 milhões de pessoas que vivem nessas condições.  Conforme a pesquisa, Mato Grosso do Sul registrou aumento no índice de desemprego  de 7,3% para 8,4% em relação ao trimestre anterior.

A vendedora de açaí, Milena Pereira explica que por problemas de saúde ocasionados em empregos anteriores, optou pelo trabalho autônomo no centro da cidade, e ressalta que é por meio das vendas o sustento da família.

O comerciante Josenildo Caetano da Silva vende cadeados e carteiras nas ruas da capital. Ele reforça que a falta de emprego no Brasil faz com que as pessoas se tornem camelôs para conseguir sobreviver.

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