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3 de fevereiro de 2016 - 14h25

Consumidores optam por presentes mais baratos e pelo comércio na internet

Campo Grande tem a pior venda de fim de ano e especialistas apontam mudanças de hábitos do consumidor

ANDRESSA OLIVEIRA E FERNANDA NOGUEIRA
O comércio virtual facilita a compra em outros estadosO comércio virtual facilita a compra em outros estados  (Foto: Fernanda Nogueira)

A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) divulgou boletim econômico que mostrou 2015 como pior período em vendas de Natal dos últimos quatro anos. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular, nove entre dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado. De outro lado, as compras pela internet aumentaram cerca de 15% e passaram a ser opção para os consumidores.

O coordenador da ACICG, João Carlos Polidoro, diz que houve uma queda de 15% no número de vendas de fim de ano. "Neste natal, mesmo com todas as promoções, o consumidor ficou reticente em comprar e houve queda no comércio".

Polidoro diz que a população mudou os hábitos de compra. Segundo ele, “com a possibilidade de ficar sem renda no futuro, ele (o consumidor) preferiu não fazer compras a prazo ou compromissos de longo prazo". Ele diz ainda que a tradição de presentear também mudou, em vez de comprar presentes caros as pessoas optaram por lembrancinhas mais econômicas.

O comércio virtual, de outro lado, teve um crescimento. De acordo com a 33ª edição do relatório WebShoppers, realizada pelo Buscapé Company, as vendas pela internet registraram um crescimento de 15% no faturamento, que movimentou R$ 41,3 bilhões durante o cenário desfavorável para a economia em 2015. No ano anterior, chegou a 39,1 milhões o número de consumidores que realizaram pelo menos uma compra na internet, equivalente a um volume 3% maior que 2014. E a expectativa é que até o final deste ano o e-commerce brasileiro fature R$ 44,6 bilhões, um acréscimo nominal de 8% em relação a 2015.

O economista e consultor Sérgio da Rocha Bastos diz que a internet se tornou um novo mercado, quebra o paradigma de localização do negócio. “Se nós tínhamos o mercado real como o mercado de consumo há duas décadas atrás, desde então a internet mostrou que quebra as barreiras de mercado, das distâncias, das possibilidades, que você pode adquirir um bem em qualquer parte do mundo e dado algumas semanas você tem esse produto nas suas mãos”.

Para Bastos, na internet há um grupo específico da sociedade e muitos consumidores migraram seus hábitos de compra da loja física para a virtual. “Os sites geralmente prometem entregar em 20, 30 dias, mas entregam em uma semana. Quer dizer, ‘eu não tenho aquela pressa em receber o produto. Eu posso esperar 7 dias’. Então, também é uma medida bastante econômica”.

Para o gerente de e-commerce de uma loja de produtos veterinários, Renan Vaz as empresas aproveitam dessa plataforma de comércio como um diferencial, pois o portal de vendas passa mais credibilidade ao comprador, além de atingir regiões que uma loja física não pode atingir.

Vaz ressalta que a ideia de criar a página de vendas na internet veio da demanda de compradores no portal institucional da empresa. “Começou a ter consulta por e-mail de pessoas do Nordeste perguntando sobre os produtos”. Hoje o e-commerce representa 35% das vendas da empresa.


 

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