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4 de May de 2015 - 17h49

Consumo entre famílias de Campo Grande registra menor patamar histórico

Pesquisa calculou o nível do grau de satisfação ou insatisfação dos consumidores que resultou em 107,9 pontos

CAROLINE CARVALHO E NICOLLE IGNÁCIO

Consumo das famílias campo-grandenses registrou menor patamar histórico em abril, segundo dados da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o que refletiu no comércio com redução de vendas e na demissão de funcionários. Mais da metade das famílias, 56,6%, responderam que atualmente consomem menos do que no ano passado, em relação a 10,6% que declararam aumento no consumo.

A pesquisa calculou o nível do grau de satisfação ou insatisfação dos consumidores de 0 a 200 pontos, que resultou em 107,9 pontos. Em relação a março, a redução no índice é de 8% e comparado a abril do ano passado de 15%.

O gerente da loja Passaletti, Marcelo Cândido, registra baixo lucro nos seus estabelecimentos. “Além dessa loja, nós temos mais duas que fazem parte desse grupo. E essas duas não atingiram a mesma venda do ano passado, tivemos um decréscimo de 5%. Essa loja aqui foi diferente, pois em relação ao ano passado, nós vendemos 40% a mais. Porém nossa meta era de 60%, então também não foi um mês bom”.

Cândido mantém uma perspectiva otimista para os próximos meses “Esse ano teve inflação e tudo aumentou, mas até que não tá tão ruim para nós não. Principalmente aqui pra nossa loja. Não vejo aquela coisa de ‘nossa, tá muito ruim!’. Não foi um semestre bom, esse primeiro semestre. Mas acreditamos que vai melhorar!”.

Insegurança no trabalho

Uma das estratégias dos empresários para conter gastos é o corte de funcionários. Cândido demitiu dois desde o início do ano, e precisará diminuir ainda mais o quadro de funcionários. “Nós estamos trabalhando com 19. A tendência é que trabalhemos para maio com 15. Então também estamos reduzindo o quadro de funcionários, devido a esse primeiro semestre”.

Mato Grosso do Sul teve o pior mês de março em 13 anos, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e gerou 48 postos de trabalho. No município, registrou-se saldo negativo, com 34 demissões.

Para a proprietária das Óticas Carioca, Gláucia Rebeca Fontametta, o corte de funcionários só deve ser feito em último caso. “O que o empresário tem que fazer? Temos que cortar custos. Então é, diminuir o ar condicionado, diminuir o estoque, não comprar demais. Eu evito comprar do meu fornecedor, só compro aquilo que realmente está faltando. E em último caso é necessário até fazer corte de pessoal. Nessa loja não precisei fazer corte de pessoal. Mas não contratei”.

 

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