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23 de February de 2016 - 00h45

Números de abertura de empresas em Mato Grosso do Sul tem o pior saldo em 15 anos

Os dados foram levantados pela Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul

ADRIELLE SANTANA E DANIEL CAMPOS
A procura pelo empreendedorismo caiu em 20% em janeiro deste ano segundo Sebreae/MS (Foto: Arquivo/ Sebrae/MS)A procura pelo empreendedorismo caiu em 20% em janeiro deste ano segundo Sebreae/MS (Foto: Arquivo/ Sebrae/MS)

O Estado registrou, em janeiro deste ano, o menor saldo em abertura de empresas, em 15 anos de estatísticas segundo a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul (Juce/MS).  De acordo com levantamento da instituição, em 2015 foram registradas 446 empreendimentos. Neste ano o número caiu para 332. 

Fonte: Junta Comercial de Mato Grosso do Sul

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae/ MS) registrou queda de 20%  na procura pelo programa que auxilia na abertura de empresa. Em 2015, 250 pessoas passaram pelo atendimento no mês de janeiro, segundo Sebrae. O número caiu para 200, neste ano.

A Analista Técnica da instituição, Renata Maia afirma que o desde o ano passado "o cenário não apresentou condições favoráveis para empreender". Ela explica que a crise tem deixado as pessoas mais cautelosas e com isso cai a procura pelo empreendedorismo. “A situação é preocupante, pois, se trata de uma perda para economia, porque deixa de empregar, de gerar imposto, gerar renda para o Estado e desta forma não só a população perde como o governo não fatura”.

 

 

Os números apresentados neste início do ano, representam, segundo a analista o "empreendedorismo por necessidade". Maia explica que existem pessoas que procuram pelo serviço de abertura de empresa, por uma necessidade maior, como o desemprego. “São pessoas que não tem outra alternativa de renda, precisam abrir o negócio próprio para manter família, para algo assim, então empreende por necessidade. Isso está muito presente desde o ano passado”.

 

 

A experiência com a produção de bolos levou a confeiteira Suely Almeida, de 50 anos a transformar um passatempo em alternativa de renda. “Eu empreendi mesmo por necessidade, porque estava desempregada. Mas foi tudo feito com cautela, tudo que investi foi calculado com ajuda do Sebrae, mas ainda assim estou com medo da crise, porque posso ser uma vítima né?”. Com quatro meses no mercado a confeiteira pretende regularizar a empresa e efetuar o cadastro no CNPJ.

 

A empreendedora Liliane Oliveira, 35 anos, iniciou o projeto de sua esmalteria após uma dificuldade profissional. Formada em Direito e sem muitas oportunidades no mercado resolveu investir suas 'economias' para pôr em execução uma ideia que planejava há três anos. “O setor de beleza é o que menos é atingido pela crise, as mulheres sempre querem estar bem com sí mesmas. Percebi isso depois de uma pesquisa de mercado que fiz. Então resolvi apostar nisso e por enquanto está dando certo”.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  o desemprego foi a 9% no trimestre de agosto a outubro de 2015, o maior desde 2012. O número de desempregados chegou a 9,1 milhões de pessoas no país. Três meses antes, registrava 8,6 milhões.

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