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17 de fevereiro de 2016 - 17h10

Mato Grosso do Sul é um dos dez estados que menos investe em audiovisual

Pesquisa realizada pelo IBGE indica Mato Grosso do Sul como um dos estados que menos financia produção audiovisual

ISABELA DOMINGUES E LAURA FAGUNDES
Foram produzidos cinco filmes com financiamento do governo estadual.Foram produzidos cinco filmes com financiamento do governo estadual.  (Foto: Divulgação Filme "A TV está no ar")

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou Mato Grosso do Sul como um dos estados que menos apoiou financeiramente produções audiovisuais locais, o estado está em 18° lugar na lista. De acordo com a pesquisa, durante oito anos foram realizadas cinco produções no estado, três curta-metragens, com duração até 15 min, dois média-metragem, entre 15 e 70 min.

A pesquisa "Suplemento de Cultura" do IBGE teve como objetivo avaliar o impacto das políticas públicas de cultura no Brasil. Os filmes produzidos relatados pela pesquisa foram financiados pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). São eles ‘Argento’, de Mariana Sena Madureira Figueiró, ‘Sem fim’ e ‘Enterro’, ambos de Fábio Flecha, ‘Planuras’, de Maurício Copetti e ‘A TV Está Ligada’ de Essi Rafael.

A Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (SECTEI) publicou editais no valor de R$ 7 milhões que tem como foco o investimento em cultura nas áreas de teatro, dança, música, circo, literatura, artesanato, artes plásticas, artes visuais, audiovisual, patrimônio cultural, economia criativa folclore, museus, arquivos e atividades que promovam a valorização, acesso e aprimoramento da cultura em Mato Grosso do Sul. O investimento em produção cinematográfica em 2016 será de R$ 160 mil para produção de até quatro filmes no valor de R$40 mil.

De acordo com o secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, em 2016 o investimento em cultura em Mato Grosso do Sul será realizado por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A lei estabelece as prioridades do investimento financeiro feito pelo governo e administra o dinheiro de cada projeto. "Com a Lei de Diretrizes Orçamentárias é possível definir os investimentos que serão feitos no estado e quanto é necessário arrecadar de cada município para que o projeto aconteça. Isso beneficiará todos os setores da cultura, incluindo o audiovisual".

O presidente do Fórum Municipal de Cultura, o jornalista e cineasta Aírton Raes Fernandes confirma que a decisão em manter o valor foi conjunta entre governo e os representantes do setor. “Nós achamos melhor manter esse edital como foi criado há quatro anos voltado para pessoa física, e aguardar o edital da Ancine, específico para pessoa jurídica. Assim teremos dois editais, sendo o segundo com um porte inicial de R$ 300 mil”.

Segundo Fernandes o número de produções realizadas poderia ser outro se fosse incluído na pesquisa o levantamento as produções financiadas pelo município, por meio dos recursos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC), 

O cineasta e diretor da produtora Vaca Azul, Helton Pérez, afirma que a pesquisa não mostra problemas enfrentados por quem produz filmes no estado, como por exemplo, a falta de profissionalização e dificuldade de divulgação dos audiovisuais. “A aposta na profissionalização do setor gerará um aumento na produção. Com o aumento de profissionais capacitados, há um estímulo maior à produção e com qualidade melhor também”. 

Pérez ainda acrescenta que além do investimento em produção, também é preciso auxílio na divulgação da obra. “Já temos alguns fundos e produções que foram realizadas a partir deles, mas que sofrem pela pouca exibição e, possivelmente, pela falta de referencial qualitativo em relação às produções nacionais e internacionais”.

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